Uma homenagem ao dia mundial da água

Em homenagem ao dia Mundial da Água, criado pela ONU em 22 de março de 1992, gostaríamos de publicar alguns produtos de iluminação que tiveram como inspiração a ÁGUA!

Light Drop – by Studio Mango, produzida por Wever e Ducré

Aqua Cil – by Ross Lovegrove, produzida por Artemide

Droplet – by Ross Lovegrove, produzida por Artemide

Long & Hard – by Philippe Starck, produzida por Flos

Sebastian 7 Drop Lights – by John Lewis

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Liquid Light Drop – by Next

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E a estrela da vez: Versalhes

Parece proposital falarmos de construções históricas e tecnologia moderna sequencialmente, mas foi a casualidade dos fatos e a contemporaneidade das publicações mundiais que apontaram primeiro à Capela Sistina, e agora o Palácio de Versalhes.

Pois bem, enfatizando a série se já conhece, você terá que ir de novo, o Palácio de Versalhes ganhou a instalação de um lustre moderno – o Chandelier Gabriel.

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© Studio Bouroullec

A primeira peça contemporânea a ser instalada em caráter permanente no Palácio de Versalhes é obra de Ronan & Erwan Bouroullec.

A luminária, que à distância pode lembrar uma simples corda luminosa, é o fruto de materiais nobres e alta tecnologia. Com mais de 12 metros de altura e peso de quase meia tonelada é composto por 800 módulos de cristal Swarovski. Estas peças são penduradas através de um eixo flexível metálico contendo o sistema de LED.

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Fonte:

Contemporist 

A luz de Bruce Munro

Hoje vamos apresentar a arte de Bruce Munro.

Este artista britânico utiliza a luz como forma de expressão em sua arte e leva em consideração a interação humana como troca de experiências.

Bruce tem a tendência de usar componentes e materiais reutilizados de forma criativa, além de integrar tudo isso com o manuseio da luz. Com isso ele nos traz obras de arte temporárias porém que ficam marcadas para sempre pela sua beleza.

Clique nas imagens abaixo para visualizar a obra de Bruno :

Equalizadores de luz !

Na semana de design de Londres, a Established & Sons abrigou em seu showroom uma instalação de luz do artista Faye Toogood que consiste basicamente em uma mesa com diversos interruptores que são conectados a fluorescentes tubulares fixadas em uma parede revestida em páineis de zinco iridescente.

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Quando os usuários interagem com a obra, ligando e desligando os diversos interruptores da mesa, a parede se transforma em um grande equalizador ! Adoramos esta instalação, e vocês?

Mas qual lâmpada?

A ASSIL – Associação Italiana dos Produtores de Iluminação – disponibilizou um site muito interessante e que julgamos pertinente para ser traduzido e apresentado ao público brasileiro.

http://www.lampadinagiusta.it

Com um nome autoexplicativo do site – lâmpada correta – a associação fez um artigo que visa esclarecer em geral os tipos de lâmpadas e em que caso um é mais apto do que outro conforme a finalidade.

Informação necessária para termos a consciência, no momento em que precisamos trocar a lâmpada, seja pela queima ou quando pensamos em melhorar o nosso espaço, qual produto escolher.

Afinal, como já escrevemos em alguns posts passados, quanto maior a nossa cultura sobre os produtos de iluminação, melhor será a nossa qualidade de vida!

As características principais são separadas em 3 categorias:

  1. Características físicas
  2. Tecnologia
  3. Desempenho

1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

  • Base – conexão

A base da lâmpada permite a conexão da mesma com o soquete. Existe uma infinidade de bases, de nomenclatura internacional, sendo as mais utilizadas as seguintes:

E27 – o tradicional soquete da lâmpada incadescente, halógena PAR, fluorescente compacta eletrônica e agora, das lâmpadas de led.

GU5.3  – soquete da lâmpada halógena dicróica

  • Forma e dimensão

Hoje em dia, encontramos lâmpadas nas formas mais variadas possíveis. E por isso mesmo, pensando no momento atual do mercado – com a eliminação de alguns modelos de incandescentes e halógenas – o “retrofit” faz com que os fabricantes garantam a substituição por novas tecnologias, também com base na dimensão para serem adaptadas nas luminárias existentes.

IMPORTANTE:

As novas lâmpadas, mesmo emitindo a mesma quantidade de luz respeito a uma lâmpada convencional, podem haver dimensões (altura e diâmetro) diferentes. O que implica isto? Dependendo esta diferença, a lâmpada não se encaixa na luminária existente em casa.

As dimensões se tornaram mais um elemento a ser avaliado no momento da compra-troca de uma lâmpada. Deve-se ter atenção e as fabricantes devem reportar na embalagem essas características.

  • TENSÃO DE ALIMENTAÇÃO

Por ‘LUMINÁRIA’ vamos tratar o dispositivo elétrico (spot, projetor, arandela, pendente, abajur, lustre) que faz funcionar uma ou mais lâmpadas. Cada tipo de luminária é projetada de forma a considerar as especificações de uma determinada lâmpada. Por isto, é sempre importante conferir na hora da compra as características desta luminária.

127V, 220V ou 12V?

Um dos primeiros itens a ser considerado no momento da escolha da luminária é a tensão de alimentação elétrica. Muitas funcionam com tensão de rede, variando entre 127V (encontrada nas metrópoles brasileiras) e 220V (encontrada em todo o país) ou a 12V (baixa tensão).

Antes da vinda do LED, as lâmpadas mais comuns que funcionavam a baixa tensão eram as incadescentes e halógenas, particularmente as de soquete G4, GU4, GU5.3, GX5.3, GY6.35. Hoje você encontra soluções com tecnologia LED capazes de substituir estas. O importante é sempre saber a proveniência e qualidade do produto.

Já existe na Europa a preocupação de colocar nas embalagens das lampLEDs a informação de qual lâmpada estaria sendo substituída pelo produto, de forma a evitar uma aquisição errônea.

2. TECNOLOGIA

Desde junho de 2012, o Brasil decidiu seguir o restante do mundo e aposentar gradualmente as lâmpadas incandescentes. A motivação principal é o fato de que a eficiência energética (quantidade de potência em W necessária para produzir uma quantidade de luz em lúmens) ser muito modesta.

Para preencher a lacuna que as lâmpadas incandescentes deixarão no mercado, nos últimos anos as fabricantes procuraram desenvolver novas tecnologias para garantir uma maior eficiência energética. Desta forma, consumindo menos potência, as lâmpadas de nova geração contribuem para a redução de CO2 na atmosfera.

Na imagem abaixo se pode conferir as etapas para a eliminação total de produção, distribuição e venda das lâmpadas incandescentes.

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A eficiência energética das lâmpadas é classificada como os eletrodomésticos, CLASSE A, CLASSE B, CLASSE C, etc, de forma a auxiliar o consumidor a entender qual lâmpada consome mais energia elétrica e qual rende mais.

As tecnologias existentes hoje no mercado mais populares para o uso doméstico, são:

  • HALÓGENAS

Da família das lâmpadas incandescentes, as halógenas também tem filamento. A grande diferença é a presença de gás halogênio que permite ao filamento de tungstênio atingir temperaturas mais elevadas, emitindo mais luz e maior duração se compararmos com a ‘prima mais velha’ incandescente.

Por atingir temperaturas muito altas pela sua característica, as halógenas NÃO devem ser tocadas enquanto ligadas.

As halógenas estão disponíveis nas formas clássicas de gota, esfera, vela e linear como emissão luminosa geral e com refletor alumínio ou dicroico como emissão luminosa direcionada, com a opção de diversos fachos de abertura.

O seu funcionamento pode ser em tensão de rede ou a baixa tensão, normalmente 12V. A diferença principal para a existência de formas diferentes de alimentação é que a tensão de rede, seja 127V ou 220V não exige nenhum tipo de acessório para completar o seu funcionamento, basta conectar a lâmpada no soquete da luminária. A baixa tensão, 12V, exige o uso de um transformador que converte a tensão de rede para os 12V. Apesar da desvantagem de necessitar de um acessório, os pontos positivos são a redução de choques elétricos mortais e a maior durabilidade da lâmpada que pode chegar a 5x mais do que uma lâmpada incandescente tradicional.

A maior parte das lâmpadas halógenas podem ser controladas e reguladas diretamente no interruptor sem problemas. Para a versão à baixa tensão, o transformador deve ser compatível com o dimmer.

O dimmer, representado na imagem acima, é o dispositivo – botão ou toque – que regula a intensidade da luz ao invés de simplesmente ligar e desligar a luz como um interruptor normal.

  • FLUORESCENTES COMPACTAS ELETRÔNICAS

As famosas lâmpadas econômicas representam um tipo da tecnologia fluorescente. A característica desta família é a presença de um pó fluorescente no interior do tubo de vidro da lâmpada que em conjunto com gases nobres e uma pequena quantidade de mercúrio, emite luz após uma descarga elétrica. A composição química do pó fluorescente determina a cor da luz e a qualidade dela na reprodução de cor dos objetos iluminados.

Com base E14 e E27, elas surgiram como alternativa às lâmpadas incandescentes, tendo dentro da base plástica o alimentador eletrônico miniaturizado. Devido à necessidade de ter este alimentador para funcionar em tensão de rede, NEM TODOS OS MODELOS SÃO COMPATÍVEIS COM O DIMMER TRADICIONAL.

A lâmpada fluorescente compacta com reator integrado ficou conhecida como lâmpada econômica porque foi uma das primeiras da geração de fontes luminosas com baixo consumo energético para a iluminação.

  • LAMPLED

Esta é a tecnologia mais moderna para iluminação, disponibilizada amplamente no mercado. As LAMPLEDs são da família do LED mas já com forma, dimensão e soquete compatíveis com as lâmpadas tradicionais. Elas utilizam no seu interno o microcomponente optoeletrônico que dá o nome à tecnologia – Lighting Emitting Diode.

Tecnologia descoberta na década de 60, utilizada inicialmente dentro de produtos eletrônicos, o LED foi desenvolvido para o ramo da iluminação a partir de 2000, quando teve um salto na eficiência energética.

Uma das grandes vantagens é a durabilidade muito maior das demais tecnologias, claro que desde que seja instalada e mantida nas condições adequadas. O acendimento imediato e a dimensão diminuta faz com que esta tecnologia tenha um nicho exclusivo de utilizo.

A cor da luz branca do LED inicialmente vinha a partir da combinação de LEDs coloridos RGB – vermelho, verde e branco – o que resultava em diversas tonalidades de branco – do mais azulado (frio) ao mais amarelado (quente) – porém não satisfatória para um uso indiscriminado já que produzia sombras fragmentadas coloridas.

Utilizando fósforos, assim como a tecnologia que vimos anteriormente, a fluorescente, sobre um LED azul, podemos obter a luz branca com a qual estamos habituados.

IMPORTANTE:

Nem todas as lâmpadas de LED são compatíveis com os dimmers tradicionais. 


3. DESEMPENHO

  • QUANTA LUZ A LÂMPADA EMITE?

O lúmen (lm) é a unidade de medida para o fluxo luminoso de uma lâmpada, ou seja, é a quantidade de luz emitida por ela.

Saber quantos lúmens são emitidos é importante para entender a quantidade de luz que a lâmpada produz e se é ou não de acordo com o que o consumidor está procurando.

Uma lâmpada incadescente de 100W tem um fluxo de cerca de 1400lm, enquanto que uma de 60W tem 740lm.

  • EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

A eficiência é a relação do fluxo luminoso (lúmen) de uma lâmpada pela potência (watt) que esta emprega ao ser ligada.

É o parâmetro encontrado de classificação da eficácia de uma lâmpada, independente da tecnologia utilizada. Quanto maior fluxo e menor a potência, mais eficiente é a lâmpada.

  • ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR (IRC)

As cores que vimos sob uma luz aritificial é a relação da emissão da luz e a sua característica em reproduzir fielmente a cor do objeto que nela incide.

Como padrão, o SOL  é a única fonte luminosa que reproduz com uma fidelidade perfeita de 100% as cores de tudo o que vimos. Por exemplo, se uma lâmpada tem como característa a reprodução entre 90 e 100%, a sua qualidade é ótima. Quanto mais baixo o índice indicado pela fabricante, mais comprometida fica a visualização e diferenciação das cores.

  • TONALIDADE DA LUZ – TEMPERATURA DE COR

A temperatura de cor indica a tonalidade da luz emitida pela lâmpada. A unidade de medida é feita em grau Kelvin (K). É por causa desta característica que falamos de uma luz ser ‘fria’, ‘morna’ ou ‘quente’. Já escrevemos sobre o assunto no post Esse tal de Kelvin.

Uma lâmpada halógena varia de 2500 a 3100K, dependendo do modelo, o que dá o tom mais amarelado da sua emissão.

Uma lâmpada fluorescente compacta pode ser 2700K ou 6500K, conforme os padrões disponíveis no mercado, e por isto a primeira é amarelada e a segunda é azulada.

A extensão do artigo acabou se tornando longa, porém espero que você, leitor, tenha não só desfrutado do conteúdo como também absorvido uma parte das informações.

Estas são somente a base mais sintética possível para aproximar o consumidor, esclarecendo melhor as tecnologias mais usadas a níveis domésticos. Em um futuro próximo, estaremos disponibilizando mais conteúdo com a finalidade de formar uma cultura da luz, gerando mais esclarecimentos por parte de todos e difundindo a importância da percepção dos espaços através da iluminação, natural e/ou artificial.

Fuorisalone 2013

Depois de uma semana em Milão, com muita caminhada em busca das novidades na nossa área, voltamos com algumas novidades que acreditamos que serão tendência!

Com a nossa experiência de outros anos no Salone e nos Fuorisalone, não podemos deixar de observar que a crise financeira na Europa afetou todos os campos da sociedade e a questão da criatividade e viabilidade de projetos e produtos ficou mais limitado. Foi possível notar que uma solução para isso foi a derivação de produtos que já haviam sido lançados nos anos anteriores  Mas claro, há sempre uma luz no fim do túnel e ainda há grandes empresas e muitos jovens designers que conseguem trazer à tona novas formas e idéias em meio a um clima de contenção financeira e, pode-se dizer também, artística.

Neste post falarei mais sobre os Fuorisaloni, onde neste ano encontramos não somente a tradicional Via Tortona mas também muitos outros bairros da cidade que apresentavam produtos e idéias muito interessantes.

O museu dedicado ao desgn, o Triennale di Milano, remodelou a sua mostra permanente com o tema A Síndrome da Influência, onde nos mostra os grandes nomes do design italiano pós-guerra e os novos artistas que hoje ainda são influenciados por eles. Muito interessante a retrospectiva. Também uma mostra interessante é sobre a obra de Iosa Ghini, um grande designer que leva a sua criação intimamente ligada à mídia, com esse conceito, desenvolveu muitas logomarcas e conceitos para muitas lojas que muitas vezes a utilizamos e nem sabemos que por trás daquilo tem todo um pensamento de um grande designer! Exposta em ordem cronológica, podemos ver um pouco do seu trabalho nas diversas áreas e seus maravilhosos croquis!

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O que mais gostei e achei interessante foi a região da Via Ventura, onde são apresentados os projetos e objetos de muitas escolas de design da Europa, sendo os mais interessantes os belgas, dinamarqueses, ingleses e escandinavos. 

Notamos que foram muito utilizados os materiais como cobre (tanto polido como oxidado), vidros com esfumatura parcial (apenas onde há a fonte luminosa), utilizo de tubos metálicos, papel tratado utilizado como difusores.

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Já na Via Tortona, achamos interessante a instalação luminosa feita pela Hyundai, chama Fluidic, onde as pessoas podem interagir com a instalação, movimentando a massa de luz produzida por lasers.

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Outro produto que nos chamou a atenção foi a lâmpada da Gispen, situada no SuperStudioPiù, na Via Tortona. O produto consiste em uma esfera dividia em duas partes onde cada parte pode ser controlada separadamente, podendo mudar de cor e dimerizar a luz.

A Melogranoblu também trouxe ao SuperstudioPiù uma instalação luminosa com a sua luminária difusa Drop.

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Saindo do burburinho da Via Tortona, porém não menos agitada, na Via Savona encontrava-se o pavilhão da Moooi, com suas novidades e uma belíssima cenografia para a sua nova coleção, você pode conferir um giro 360º pelo pavilhão no site www.moooi.com.

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Nos próximos posts, falaremos mais sobre os outros locais Fuorisalene e a feira Euroluce!

Até em breve!

Fortuny 110 anos!

Quando um objeto de design se transforma em um ícone, ele simplesmente torna-se atemporal, sempre contemporâneo, e é exatamente isso que acontece com a maravilhosa luminária pedestal Fortuny, que hoje completa 110 anos!!

Elaborada no início do século passado, Mariano Fortuny era não somente um pintor mas sim uma pessoa multidisciplinar e soube desenvolver muitos talentos não só na pintura e na fotografia mas principalmente na moda e na iluminação. Ficou famoso em devido às suas criações em tecidos luxuosos e no modelo de vestido Delphos que ganha admiração ainda nos dias de hoje.

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Porém a sua obra que mais nos apaixona é a luminária Fortuny, onde naquela época pode estudar em como ter uma iluminação difusa e aconchegante. Hoje, patenteada pela Pallucco, possui diversas versões inclusive com o utilizo dos tecidos puro luxo da Fortuny na cúpula da luminária!

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Uma peça de design-desejo!