Capela Sistina: o que está por vir em 2014

A fabricante de lâmpadas, luminárias e acessórios Osram está providenciando a iluminação da Capela Sistina no Vaticano com uma nova solução em LED. Depois de 500 anos, a grande obra de arte poderá ser vista em um nível de detalhamento inédito, e a instalação especial para conservar a obra-prima dará maiores níveis de iluminância. Além disto, o sistema terá uma redução de 60% no consumo energético comparado ao sistema de iluminação atual.

A arte exige a melhor e mais eficiente iluminação. Seguindo a iluminação especial realizada para o Museu Lenbachhaus  em Munique, os famosíssimos afrescos da Sistina agora ganharão a mesma luz, contando sempre com a autoridade da Osram para integrar a experiência de acordo com as especificações.

Ao longo do próximo ano, cerca de 7000 LEDs serão distribuídos de forma a iluminar uniformemente a Capela Sistina de modo a mostrar a totalidade dos detalhes das pinturas. O espectro de cor foi feito especialmente, baseado cientificamente para reproduzir com alta precisão os pigmentos coloridos da obra de Michelangelo.

As luminárias serão instaladas de forma invisível aos olhos dos visitantes, entre as janelas para que a luz artificial tenha a mesma direção da luz natural. Até hoje, os afrescos da Capela Sistina eram pouco visíveis pois dependiam da intensidade luminosa da luz solar.

O quesito de conservação e a proteção do trabalho de arte nortearam o conceito do projeto, e a nova solução em LED encontrada é significantemente mais eficiente do que qualquer outro tipo de iluminação artificial. A iluminância de aproximadamente 50 a 100 lx representam 10x mais luz do que o sistema atual, e portanto, todos os aspectos dos afrescos poderão ser claramente visíveis com o menor processo de desgaste possível.

Além disto, a qualidade da iluminação e a redução considerável de 60% no sistema de iluminação são outros aspectos fundamentais do projeto.

O projeto-piloto, nomeado LED4Art é subsidiado pelo PSP-CIP, que pretende demonstrar as novas possibilidades de tecnologia para o LED, além do seu consumo menor em relação às outras tecnologias e maior qualidade de luz para abrir as portas do mercado a esta tecnologia. Além da organização europeia e da Osram, a Universidade de Pannonia da Hungria, o Instituto de Pesquisa em Energia da Catalunha da Espanha e a Faber Technica da Itália estão participando deste projeto.

 

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 Fonte: Osram – Copyright

 

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Mas qual lâmpada?

A ASSIL – Associação Italiana dos Produtores de Iluminação – disponibilizou um site muito interessante e que julgamos pertinente para ser traduzido e apresentado ao público brasileiro.

http://www.lampadinagiusta.it

Com um nome autoexplicativo do site – lâmpada correta – a associação fez um artigo que visa esclarecer em geral os tipos de lâmpadas e em que caso um é mais apto do que outro conforme a finalidade.

Informação necessária para termos a consciência, no momento em que precisamos trocar a lâmpada, seja pela queima ou quando pensamos em melhorar o nosso espaço, qual produto escolher.

Afinal, como já escrevemos em alguns posts passados, quanto maior a nossa cultura sobre os produtos de iluminação, melhor será a nossa qualidade de vida!

As características principais são separadas em 3 categorias:

  1. Características físicas
  2. Tecnologia
  3. Desempenho

1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

  • Base – conexão

A base da lâmpada permite a conexão da mesma com o soquete. Existe uma infinidade de bases, de nomenclatura internacional, sendo as mais utilizadas as seguintes:

E27 – o tradicional soquete da lâmpada incadescente, halógena PAR, fluorescente compacta eletrônica e agora, das lâmpadas de led.

GU5.3  – soquete da lâmpada halógena dicróica

  • Forma e dimensão

Hoje em dia, encontramos lâmpadas nas formas mais variadas possíveis. E por isso mesmo, pensando no momento atual do mercado – com a eliminação de alguns modelos de incandescentes e halógenas – o “retrofit” faz com que os fabricantes garantam a substituição por novas tecnologias, também com base na dimensão para serem adaptadas nas luminárias existentes.

IMPORTANTE:

As novas lâmpadas, mesmo emitindo a mesma quantidade de luz respeito a uma lâmpada convencional, podem haver dimensões (altura e diâmetro) diferentes. O que implica isto? Dependendo esta diferença, a lâmpada não se encaixa na luminária existente em casa.

As dimensões se tornaram mais um elemento a ser avaliado no momento da compra-troca de uma lâmpada. Deve-se ter atenção e as fabricantes devem reportar na embalagem essas características.

  • TENSÃO DE ALIMENTAÇÃO

Por ‘LUMINÁRIA’ vamos tratar o dispositivo elétrico (spot, projetor, arandela, pendente, abajur, lustre) que faz funcionar uma ou mais lâmpadas. Cada tipo de luminária é projetada de forma a considerar as especificações de uma determinada lâmpada. Por isto, é sempre importante conferir na hora da compra as características desta luminária.

127V, 220V ou 12V?

Um dos primeiros itens a ser considerado no momento da escolha da luminária é a tensão de alimentação elétrica. Muitas funcionam com tensão de rede, variando entre 127V (encontrada nas metrópoles brasileiras) e 220V (encontrada em todo o país) ou a 12V (baixa tensão).

Antes da vinda do LED, as lâmpadas mais comuns que funcionavam a baixa tensão eram as incadescentes e halógenas, particularmente as de soquete G4, GU4, GU5.3, GX5.3, GY6.35. Hoje você encontra soluções com tecnologia LED capazes de substituir estas. O importante é sempre saber a proveniência e qualidade do produto.

Já existe na Europa a preocupação de colocar nas embalagens das lampLEDs a informação de qual lâmpada estaria sendo substituída pelo produto, de forma a evitar uma aquisição errônea.

2. TECNOLOGIA

Desde junho de 2012, o Brasil decidiu seguir o restante do mundo e aposentar gradualmente as lâmpadas incandescentes. A motivação principal é o fato de que a eficiência energética (quantidade de potência em W necessária para produzir uma quantidade de luz em lúmens) ser muito modesta.

Para preencher a lacuna que as lâmpadas incandescentes deixarão no mercado, nos últimos anos as fabricantes procuraram desenvolver novas tecnologias para garantir uma maior eficiência energética. Desta forma, consumindo menos potência, as lâmpadas de nova geração contribuem para a redução de CO2 na atmosfera.

Na imagem abaixo se pode conferir as etapas para a eliminação total de produção, distribuição e venda das lâmpadas incandescentes.

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A eficiência energética das lâmpadas é classificada como os eletrodomésticos, CLASSE A, CLASSE B, CLASSE C, etc, de forma a auxiliar o consumidor a entender qual lâmpada consome mais energia elétrica e qual rende mais.

As tecnologias existentes hoje no mercado mais populares para o uso doméstico, são:

  • HALÓGENAS

Da família das lâmpadas incandescentes, as halógenas também tem filamento. A grande diferença é a presença de gás halogênio que permite ao filamento de tungstênio atingir temperaturas mais elevadas, emitindo mais luz e maior duração se compararmos com a ‘prima mais velha’ incandescente.

Por atingir temperaturas muito altas pela sua característica, as halógenas NÃO devem ser tocadas enquanto ligadas.

As halógenas estão disponíveis nas formas clássicas de gota, esfera, vela e linear como emissão luminosa geral e com refletor alumínio ou dicroico como emissão luminosa direcionada, com a opção de diversos fachos de abertura.

O seu funcionamento pode ser em tensão de rede ou a baixa tensão, normalmente 12V. A diferença principal para a existência de formas diferentes de alimentação é que a tensão de rede, seja 127V ou 220V não exige nenhum tipo de acessório para completar o seu funcionamento, basta conectar a lâmpada no soquete da luminária. A baixa tensão, 12V, exige o uso de um transformador que converte a tensão de rede para os 12V. Apesar da desvantagem de necessitar de um acessório, os pontos positivos são a redução de choques elétricos mortais e a maior durabilidade da lâmpada que pode chegar a 5x mais do que uma lâmpada incandescente tradicional.

A maior parte das lâmpadas halógenas podem ser controladas e reguladas diretamente no interruptor sem problemas. Para a versão à baixa tensão, o transformador deve ser compatível com o dimmer.

O dimmer, representado na imagem acima, é o dispositivo – botão ou toque – que regula a intensidade da luz ao invés de simplesmente ligar e desligar a luz como um interruptor normal.

  • FLUORESCENTES COMPACTAS ELETRÔNICAS

As famosas lâmpadas econômicas representam um tipo da tecnologia fluorescente. A característica desta família é a presença de um pó fluorescente no interior do tubo de vidro da lâmpada que em conjunto com gases nobres e uma pequena quantidade de mercúrio, emite luz após uma descarga elétrica. A composição química do pó fluorescente determina a cor da luz e a qualidade dela na reprodução de cor dos objetos iluminados.

Com base E14 e E27, elas surgiram como alternativa às lâmpadas incandescentes, tendo dentro da base plástica o alimentador eletrônico miniaturizado. Devido à necessidade de ter este alimentador para funcionar em tensão de rede, NEM TODOS OS MODELOS SÃO COMPATÍVEIS COM O DIMMER TRADICIONAL.

A lâmpada fluorescente compacta com reator integrado ficou conhecida como lâmpada econômica porque foi uma das primeiras da geração de fontes luminosas com baixo consumo energético para a iluminação.

  • LAMPLED

Esta é a tecnologia mais moderna para iluminação, disponibilizada amplamente no mercado. As LAMPLEDs são da família do LED mas já com forma, dimensão e soquete compatíveis com as lâmpadas tradicionais. Elas utilizam no seu interno o microcomponente optoeletrônico que dá o nome à tecnologia – Lighting Emitting Diode.

Tecnologia descoberta na década de 60, utilizada inicialmente dentro de produtos eletrônicos, o LED foi desenvolvido para o ramo da iluminação a partir de 2000, quando teve um salto na eficiência energética.

Uma das grandes vantagens é a durabilidade muito maior das demais tecnologias, claro que desde que seja instalada e mantida nas condições adequadas. O acendimento imediato e a dimensão diminuta faz com que esta tecnologia tenha um nicho exclusivo de utilizo.

A cor da luz branca do LED inicialmente vinha a partir da combinação de LEDs coloridos RGB – vermelho, verde e branco – o que resultava em diversas tonalidades de branco – do mais azulado (frio) ao mais amarelado (quente) – porém não satisfatória para um uso indiscriminado já que produzia sombras fragmentadas coloridas.

Utilizando fósforos, assim como a tecnologia que vimos anteriormente, a fluorescente, sobre um LED azul, podemos obter a luz branca com a qual estamos habituados.

IMPORTANTE:

Nem todas as lâmpadas de LED são compatíveis com os dimmers tradicionais. 


3. DESEMPENHO

  • QUANTA LUZ A LÂMPADA EMITE?

O lúmen (lm) é a unidade de medida para o fluxo luminoso de uma lâmpada, ou seja, é a quantidade de luz emitida por ela.

Saber quantos lúmens são emitidos é importante para entender a quantidade de luz que a lâmpada produz e se é ou não de acordo com o que o consumidor está procurando.

Uma lâmpada incadescente de 100W tem um fluxo de cerca de 1400lm, enquanto que uma de 60W tem 740lm.

  • EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

A eficiência é a relação do fluxo luminoso (lúmen) de uma lâmpada pela potência (watt) que esta emprega ao ser ligada.

É o parâmetro encontrado de classificação da eficácia de uma lâmpada, independente da tecnologia utilizada. Quanto maior fluxo e menor a potência, mais eficiente é a lâmpada.

  • ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR (IRC)

As cores que vimos sob uma luz aritificial é a relação da emissão da luz e a sua característica em reproduzir fielmente a cor do objeto que nela incide.

Como padrão, o SOL  é a única fonte luminosa que reproduz com uma fidelidade perfeita de 100% as cores de tudo o que vimos. Por exemplo, se uma lâmpada tem como característa a reprodução entre 90 e 100%, a sua qualidade é ótima. Quanto mais baixo o índice indicado pela fabricante, mais comprometida fica a visualização e diferenciação das cores.

  • TONALIDADE DA LUZ – TEMPERATURA DE COR

A temperatura de cor indica a tonalidade da luz emitida pela lâmpada. A unidade de medida é feita em grau Kelvin (K). É por causa desta característica que falamos de uma luz ser ‘fria’, ‘morna’ ou ‘quente’. Já escrevemos sobre o assunto no post Esse tal de Kelvin.

Uma lâmpada halógena varia de 2500 a 3100K, dependendo do modelo, o que dá o tom mais amarelado da sua emissão.

Uma lâmpada fluorescente compacta pode ser 2700K ou 6500K, conforme os padrões disponíveis no mercado, e por isto a primeira é amarelada e a segunda é azulada.

A extensão do artigo acabou se tornando longa, porém espero que você, leitor, tenha não só desfrutado do conteúdo como também absorvido uma parte das informações.

Estas são somente a base mais sintética possível para aproximar o consumidor, esclarecendo melhor as tecnologias mais usadas a níveis domésticos. Em um futuro próximo, estaremos disponibilizando mais conteúdo com a finalidade de formar uma cultura da luz, gerando mais esclarecimentos por parte de todos e difundindo a importância da percepção dos espaços através da iluminação, natural e/ou artificial.

Cor e luz: Peter Struycken

Hoje, véspera de Páscoa, vamos colocar um pouco de cor nos projetos!

O holandês Peter Struycken é conhecido pela sua intrínseca relação com a cor. Formado em Artes, Struycken trabalha com diferentes tipos de instalações artísticas, como pinturas, desenhos, tecidos, cinema, mídias digitais e design de espaços interiores e exteriores. Nestes últimos, muitas vezes usando o recurso do controle da luz pela informatização.

Peter Struycken

Peter Struycken

Em 1969 ele usou pela primeira vez um computador para uma obra de arte. Desde então, passou a ser elemento-chave de sua pesquisa sobre a visualização de estruturas. Lógica, precisão e variação são as diretrizes para o seu trabalho. Struycken cria uma estrutura base que serve para criar uma infinidade de formas, cores e processos.

‘Splash’ é o nome de um programa informático criado por Peter. Da apresentação, o artista acabou por explicar o seu pensamento:

“No curso dos últimos séculos, particularmente na Europa, as artes plásticas se desenvolveram através da esfera pessoal, estritamente individual. Antes de mais nada, as pessoas ainda buscam transmitir as suas emoções nela. (…) A arte pode ser comparada a um organismo vivo, a substância da qual pode ser definida, mas a essência que escapa de qualquer análise.”

No entanto, é verdadeira a percepção de que pinturas e esculturas se fazem notar primeiramente por significados visuais, estes dispostos pelo artista em uma determinada maneira, ainda muito intuitiva, revelando o seu temperamento quando em criação.

Alguns artistas, entretanto, mostram uma crescente tendência em banir o elemento pessoal da arte para determiná-la a partir de regras particulares. Tal arte estaria então em um patamar acima de preferências subjetivas ou conceitos como bonito ou feio; a obra torna-se o resultado de uma lógica, matemática e como tal, verdadeira.”

“Eu tenho procurado pelo significado elementar da expressão e formulei as minhas descobertas em um conjunto de proposições: a minha proposta é mostrar que forma e cor podem ser correlacionados matematicamente. E o resultado não é apenas a unidade completa mas a comprovação de que ela pode ser calculada. Esta fórmula pode ser de grande valia no planejamento urbano, arquitetônico e do design industrial.”

Splash é um programa que permite explorar a cor com uma série de condições logicamente formuladas. O seu caráter é formalista, sem conteúdo ou significado. O resultado da execução do programa o número de cores ou série de padrões de cores. A ideia é determinar a forma da mudança entre as cores, se gradual, se contrastante, pequena ou grande. A diferença entre as cores no seu padrão é muito mais importante que os padrões de cores em si. É este o objetivo do programa: indicar o tipo e o grau da variação, o que é bonito e o que é feio.

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Splash – cores em valores numéricos

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Splash – os valores numéricos em cores

Na iluminação arquitetural, ele usou estes instrumentos para executar o lighting design do Muziektheater em Amsterdam, assim como para o auditório da Faculdade de Beatrix, a Sala de Concerto de Tilburg e a colunata do Netherlands Architectuurinstituut (Instituto de Arquitetura) em Roterdam. Você pode conferir algumas fotos que mostram a dinamicidade do programa, que altera a cada 10 minutos as cores do espaço.

caminhando pelas colunas

caminhando pelas colunas

São 550 metros de colunas iluminados linearmente como linhas de tela, formando um imenso arco-íris. Com um sistema de engenharia simples – lâmpadas azuis, vermelhas e vermelhas – o computador comanda a variação da intensidade de cada uma, o famoso sistema RGB, transformando as 3 cores em infinitas opções.

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Uma feliz e colorida Páscoa a todos!

Fonte:

  • atariarchives.org
  • nl.wikipedia.org
  • mymodernmet.com

o que está por vir: Most Salone

Faltando pouquíssimo para mais uma edição da Feira Internacional do Móvel em Milão, e começam a pipocar as novidades que serão apresentadas em vários sites, blogs e portais do design. Você pode conferir a descrição dos Salões deste ano no site oficial, clicando aqui.

Este ano, assim como ocorre bienalmente, a Euroluce acompanhará a feira. O momento é de expor tudo o que está sendo desenvolvido no campo da iluminação, principalmente as luminárias que estarão disponíveis nos próximos meses. 

Muitas empresas aproveitam para lançar um número elevado de protótipos para entender o quanto agrada o público e só então partir para a produção em escala industrial. 

Paralelo aos stands da feira, Milão se enche de eventos e mostras, o famoso Fuori Salone. Aliás, para quem se encontrará em Milão durante a feira, recomendo e muito dar uma conferida na programação deste ano do Fuori Salone. A cidade transborda vida como nunca! 

Neste ano, Tom Dixon participa do Most Salone com uma série de luminárias que trata dois temas contrastantes: a ‘rugosidade’ e a ‘maciez’. Em parceria com a Adidas para a mostra, a equipe de Dixon promete uma experiência única no percurso do seu espaço.

 

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Onde?

Museo della Scienza e Tecnologia (vale a pena dar uma passada por lá em qualquer época do ano para ver o acervo de máquinas e manuscritos de Leonardo Da Vinci)

Quando?

Durante a Feira Internacional, de 09 a 14 de abril de 2013.

 

 

luz e sombra no papel.

Batendo sempre na mesma tecla, a LUZ é a responsável por nos dar a terceira dimensão. Deixar tudo visível e volumétrico através do contraste de luz e sombra.

Volumétrico = 3D = 3 dimensões = largura x comprimento x profundidade (altura)

Pois bem, a luz na arte é o que dá a sensação de transformar um material bidimensional em tridimensional. Quem é estudioso do tema, sabe que a evolução histórica da pintura está estritamente ligada ao domínio da reprodução e da capacidade em dar volumetria e destaque através do contraste de claro-escuro.

Nos tempos de hoje, um ilustrador mostra a sua sensibilidade sobre o papel. Através de jogos de sombra (e lembremos que sem a luz isso não aconteceria), ele transforma o material nos fazendo esquecer das limitações bidimensionais do materiais e criando sensações volumétricas.

Eiko Ojala.

A dinamicidade dada ao papel através dos traços curvos, os diferentes planos e sombras são as características do talento deste ilustrador. De Tallin, Estônia, ele foi nominado no “Young Illustrators Award”.

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Fonte:

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A estranha figura do lighting designer

Hoje o assunto é teórico.

Quem é o lighting designer?

Antes de mais nada, para usar alguma coisa, seja um serviço ou objeto, devemos entender a real necessidade e o objetivo ao qual chegaremos através dele.Nos últimos anos temos acompanhado um crescente interesse de todos na Arquitetura. Isso se concretiza ao ver que todo mundo está querendo um conforto maior no seu dia-a-dia, seja em casa como no trabalho. Este fator determina o que podemos definir como as diversas “especializações” que apareceram.

Antes, uma obra funcionava como uma fórmula simples:

ARQUITETO (X) + ENGENHEIRO (Y) + MAO-DE-OBRA (Z) = PROJETO EDIFICADO

Hoje a fórmula continua a mesma, porém podemos dizer que dentro de cada item existem diversos profissionais:

X = Arquiteto + Arquiteto de Interiores + Decorador + Comunicação Visual + Lighting Designer

Y = Engenheiro Civil, Engenheiro Elétrico, Engenheiro Hidrossanitário, Lógica e Sistemas

Z = pedreiro, hidráulico, eletricista, gesseiro, colocador de pisos, colocador de revestimentos nas paredes (azulejo, papel de parede), pintor, colocador de acabamentos (rodapés, luminárias, marceneiro, etc)

E para fazer a conexão entre X, Y e Z, existe o gerenciador de projetos, elemento D e o gerenciador de obras (E).Ou seja, para sermos mais exatos, a fórmula de hoje passaria a ser um emaranhado como este:

[D*(X+Y)] + (E*Z)= PROJETO EDIFICADO

A terceirização e a especialização das áreas estão diretamente ligadas às exigências do cliente. Cada vez mais consciente do que ele deseja, a necessidade de serviços específicos aumenta exponencialmente. E dali, da setorização destes, vem a maior dificuldade de entender a interrelação de todos estes serviços. O que geralmente acontece é a confusão de que uma área sobrepõe a outra, gerando uma falsa e inexistente “concorrência”.

É o caso do Lighting Designer.

Uma profissão considerada “nova” porque até pouco tempo era desconhecida, e que vem ganhando muito espaço e curiosidade graças aos apagões e avanços tecnológicos, como o LED.

Então, afinal, para que serve um lighting designer?

Ao programar um novo projeto, seja arquitetônico ou de interiores, se deveria fazer entre as perguntas fundamentais do programa de necessidades, uma em particular: como será a iluminação deste projeto? Uma “boa” iluminação é importante para ele?

Todo e qualquer espaço a ser projetado TAMBÉM deverá ser iluminado.

A questão principal sobre o tema é que a luz é um meio tecnicamente difícil e extremamente surpreendente, exigindo o domínio de diversas disciplinas que estão em contínua evolução. Como já escrevemos em alguns posts anteriores, a matéria LUZ ainda não foi 100% decifrada pelo homem, mesmo estando no século XXI e tendo todos os recursos tecnológicos para desvendar este mistério.

Um projeto de iluminação além da base teórica – programa de necessidades, adaptação das exigências arquitetônicas, consideração das atividades exercidas e materiais para fins de cálculos luminotécnicos, decisão da tecnologia e tipologia de sistema elétrico, luminárias, lâmpadas e acessórios – deve considerar o fator humano e ambiental, assim como um projeto arquitetônico.

Falando sobre o fator humano, o maior problema é que cada indivíduo tem uma reação diferente com a luz. Alguns gostam de muita luz, outros de uma iluminação tênue. Mas, o que é muito? O que é pouco?

A iluminação, antes de mais nada é subjetiva.

Existem parâmetros que garantem a ergonomia da luz, o conforto e quantidade “recomendadas”. Assim como a ergonomia dos móveis depende da condição física do usuário – estatura, limitações, etc – para a iluminação a variação também é grande. E assim como para o desenho dos móveis, para a melhor iluminação precisamos ter profissionais especializados.

Além do fator “físico” do usuário, a iluminação também deve ter em conta os fatores psicológico e fisiológico do cliente. Distúrbios de sono, hiperatividade, concentração e fotosensibilidade são alguns elementos a serem considerados em um projeto de iluminação.

Um lighting designer entende que não só de lux, watts e grau Kelvin se executa um bom projeto.

O ambiente é outro personagem importantíssimo, essencial. Completa a tríade da iluminação: usuário – espaço construído – ambiente.

Considerar a reação da luminosidade natural, já por si um elemento imprevisível por uma série de questões como a posição da Terra em relação ao Sol, o movimento deste, a nebulosidade do céu, poluição do ar, entorno edificado, para complementarmos com a iluminação artificial, garantindo a iluminação ideal em todas as horas do dia ao longo de todo ano, é uma tarefa árdua se somarmos também a reflexão. A luz como princípio se torna visível quando é refletida. Para ser refletida ela necessita de um material. E para cada tipo de material, o efeito da reflexão é diferente. E todo o material sofre algum tipo de deterioração com o passar do tempo, o que interfere diretamente na reflexão e por consequência, na iluminação.

Ou seja, pensar em iluminar um espaço comporta muitas condicionantes variáveis.

É por isso que hoje, com tantos meios tecnológicos, o conhecimento da técnica e da teoria deve ser obrigatório para trabalhar com a iluminação.

E nem todo o conhecimento nos livra de alguma interpretação errônea de dados que podem acarretar em um efeito luminoso inesperado. Porém, assim como qualquer outro profissional, ter o conhecimento sobre o assunto faz diminuir a chance disto.

Quando um lighting designer deve ser contratado?

O melhor a dizer seria SEMPRE. Não necessariamente para um projeto de iluminação. Vale a consultoria, um esclarecimento aplicado mesmo que em pequena escala, em detalhes.

O lighting designer trabalha em equipe.

Para o arquiteto, o lighting designer deve estar pronto a ajudar, a melhorar, a agregar valor ao projeto arquitetônico.

Para o engenheiro elétrico, o lighting designer auxilia no cálculo de cargas necessárias para a iluminação. Um projeto de iluminação eficiente pode comportar uma redução de potência instalada em 40%, se compararmos um sistema elétrico tradicional. Basta ter o conhecimento das atividades para calcular de maneira eficiente a carga total da iluminação.

Em fases de projeto, o lighting designer pode colaborar paralelamente com os demais profissionais. Participando em todas as fases, poderão ser analisadas as possibilidades de iluminação e chegar a um melhor rendimento custo x benefício x resultado.

Para o cliente privado, o lighting designer poderá aconselhar os melhores efeitos para o conforto e a obtenção de uma maior qualidade de vida.

Uma iluminação eficiente agrega valor ao projeto, ao espaço, aos materiais, às atividades exercidas.

O contratante e o responsável do projeto podem não ter consciência das vantagens que acarretam servir-se de uma consultoria luminotécnica externa, consideradas as modernas modalidades de projetação e construção.

Por exemplo: Que diferença existe entre a consultoria dada por um profissional da iluminação daquela fornecida por um engenheiro elétrico ou por um arquiteto de interiores? O engenheiro elétrico projeta a iluminação porque faz parte do sistema elétrico, e o arquiteto de interiores escolhe as luminárias conforme o estilo dos móveis. Certo? E portanto, o que tem mudado tanto para necessitar de um profissional especializado em iluminação?

Mais uma tríade para a iluminação: tecnologia + técnica + formação.

Tecnologia.

Os produtos da área de iluminação sofrem constantes aprimoramentos: luminárias, lâmpadas e acessórios evoluem rapidamente. A cada ano aparecem no mercado centenas de novos produtos.

O lighting designer deve estar a par de todas as novas informações para então oferecer as soluções projetuais mais apropriadas. Para isso, faz parte a contínua visitação em feiras e seminários do setor, examinar as novidades, manter-se informado para ter certeza de que a tecnologia a ser escolhida responderá como o desejado. Não faz parte do papel do lighting designer vender ou instalar produtos.

O bom profissional se preocupa com a pesquisa e com a honestidade do produto que está propondo, sem conflitos de interesse. 

Técnica.

A luz é um parceiro efêmero da Arquitetura. Intocável mas visível. E é justamente o controle sobre este meio transitório que dá ao artista da luz a capacidade de criar hierarquias, dinâmicas, contrastes e estados de espírito. A iluminação é na verdade a extensão criativa da projetação arquitetônica, ressaltando a visibilidade, integrando formas, finalidade, cores e volumetrias.

Formação.

O conhecimento de assuntos como a física, a ótica, a eletricidade, a ergonomia, as normas e recomendações, os problemas ambientais, a edificação, a visão e a arte da projetação são essenciais para idealizar soluções de iluminação adequadas.

Os profissionais da iluminação devem ter um vasto dominio do assunto e ter um contínuo aperfeiçoamento profissional para poder fornecer o melhor serviço possível. Para realizar isto, devem manter um constante relacionamento com os colegas, ler revistas especializadas, participar de seminários como espectador ou também como relatores. Este tipo de interação, de troca (além de uma concorrência saudável), favorece a profissão no todo.

O arquiteto é o instrumento que dá volumes, formas e cores aos desejos dos clientes.

O lighting designer é aquele que transforma os desejos em sensações visuais.