A luz de Bruce Munro

Hoje vamos apresentar a arte de Bruce Munro.

Este artista britânico utiliza a luz como forma de expressão em sua arte e leva em consideração a interação humana como troca de experiências.

Bruce tem a tendência de usar componentes e materiais reutilizados de forma criativa, além de integrar tudo isso com o manuseio da luz. Com isso ele nos traz obras de arte temporárias porém que ficam marcadas para sempre pela sua beleza.

Clique nas imagens abaixo para visualizar a obra de Bruno :

Equalizadores de luz !

Na semana de design de Londres, a Established & Sons abrigou em seu showroom uma instalação de luz do artista Faye Toogood que consiste basicamente em uma mesa com diversos interruptores que são conectados a fluorescentes tubulares fixadas em uma parede revestida em páineis de zinco iridescente.

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Quando os usuários interagem com a obra, ligando e desligando os diversos interruptores da mesa, a parede se transforma em um grande equalizador ! Adoramos esta instalação, e vocês?

Mas qual lâmpada?

A ASSIL – Associação Italiana dos Produtores de Iluminação – disponibilizou um site muito interessante e que julgamos pertinente para ser traduzido e apresentado ao público brasileiro.

http://www.lampadinagiusta.it

Com um nome autoexplicativo do site – lâmpada correta – a associação fez um artigo que visa esclarecer em geral os tipos de lâmpadas e em que caso um é mais apto do que outro conforme a finalidade.

Informação necessária para termos a consciência, no momento em que precisamos trocar a lâmpada, seja pela queima ou quando pensamos em melhorar o nosso espaço, qual produto escolher.

Afinal, como já escrevemos em alguns posts passados, quanto maior a nossa cultura sobre os produtos de iluminação, melhor será a nossa qualidade de vida!

As características principais são separadas em 3 categorias:

  1. Características físicas
  2. Tecnologia
  3. Desempenho

1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

  • Base – conexão

A base da lâmpada permite a conexão da mesma com o soquete. Existe uma infinidade de bases, de nomenclatura internacional, sendo as mais utilizadas as seguintes:

E27 – o tradicional soquete da lâmpada incadescente, halógena PAR, fluorescente compacta eletrônica e agora, das lâmpadas de led.

GU5.3  – soquete da lâmpada halógena dicróica

  • Forma e dimensão

Hoje em dia, encontramos lâmpadas nas formas mais variadas possíveis. E por isso mesmo, pensando no momento atual do mercado – com a eliminação de alguns modelos de incandescentes e halógenas – o “retrofit” faz com que os fabricantes garantam a substituição por novas tecnologias, também com base na dimensão para serem adaptadas nas luminárias existentes.

IMPORTANTE:

As novas lâmpadas, mesmo emitindo a mesma quantidade de luz respeito a uma lâmpada convencional, podem haver dimensões (altura e diâmetro) diferentes. O que implica isto? Dependendo esta diferença, a lâmpada não se encaixa na luminária existente em casa.

As dimensões se tornaram mais um elemento a ser avaliado no momento da compra-troca de uma lâmpada. Deve-se ter atenção e as fabricantes devem reportar na embalagem essas características.

  • TENSÃO DE ALIMENTAÇÃO

Por ‘LUMINÁRIA’ vamos tratar o dispositivo elétrico (spot, projetor, arandela, pendente, abajur, lustre) que faz funcionar uma ou mais lâmpadas. Cada tipo de luminária é projetada de forma a considerar as especificações de uma determinada lâmpada. Por isto, é sempre importante conferir na hora da compra as características desta luminária.

127V, 220V ou 12V?

Um dos primeiros itens a ser considerado no momento da escolha da luminária é a tensão de alimentação elétrica. Muitas funcionam com tensão de rede, variando entre 127V (encontrada nas metrópoles brasileiras) e 220V (encontrada em todo o país) ou a 12V (baixa tensão).

Antes da vinda do LED, as lâmpadas mais comuns que funcionavam a baixa tensão eram as incadescentes e halógenas, particularmente as de soquete G4, GU4, GU5.3, GX5.3, GY6.35. Hoje você encontra soluções com tecnologia LED capazes de substituir estas. O importante é sempre saber a proveniência e qualidade do produto.

Já existe na Europa a preocupação de colocar nas embalagens das lampLEDs a informação de qual lâmpada estaria sendo substituída pelo produto, de forma a evitar uma aquisição errônea.

2. TECNOLOGIA

Desde junho de 2012, o Brasil decidiu seguir o restante do mundo e aposentar gradualmente as lâmpadas incandescentes. A motivação principal é o fato de que a eficiência energética (quantidade de potência em W necessária para produzir uma quantidade de luz em lúmens) ser muito modesta.

Para preencher a lacuna que as lâmpadas incandescentes deixarão no mercado, nos últimos anos as fabricantes procuraram desenvolver novas tecnologias para garantir uma maior eficiência energética. Desta forma, consumindo menos potência, as lâmpadas de nova geração contribuem para a redução de CO2 na atmosfera.

Na imagem abaixo se pode conferir as etapas para a eliminação total de produção, distribuição e venda das lâmpadas incandescentes.

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A eficiência energética das lâmpadas é classificada como os eletrodomésticos, CLASSE A, CLASSE B, CLASSE C, etc, de forma a auxiliar o consumidor a entender qual lâmpada consome mais energia elétrica e qual rende mais.

As tecnologias existentes hoje no mercado mais populares para o uso doméstico, são:

  • HALÓGENAS

Da família das lâmpadas incandescentes, as halógenas também tem filamento. A grande diferença é a presença de gás halogênio que permite ao filamento de tungstênio atingir temperaturas mais elevadas, emitindo mais luz e maior duração se compararmos com a ‘prima mais velha’ incandescente.

Por atingir temperaturas muito altas pela sua característica, as halógenas NÃO devem ser tocadas enquanto ligadas.

As halógenas estão disponíveis nas formas clássicas de gota, esfera, vela e linear como emissão luminosa geral e com refletor alumínio ou dicroico como emissão luminosa direcionada, com a opção de diversos fachos de abertura.

O seu funcionamento pode ser em tensão de rede ou a baixa tensão, normalmente 12V. A diferença principal para a existência de formas diferentes de alimentação é que a tensão de rede, seja 127V ou 220V não exige nenhum tipo de acessório para completar o seu funcionamento, basta conectar a lâmpada no soquete da luminária. A baixa tensão, 12V, exige o uso de um transformador que converte a tensão de rede para os 12V. Apesar da desvantagem de necessitar de um acessório, os pontos positivos são a redução de choques elétricos mortais e a maior durabilidade da lâmpada que pode chegar a 5x mais do que uma lâmpada incandescente tradicional.

A maior parte das lâmpadas halógenas podem ser controladas e reguladas diretamente no interruptor sem problemas. Para a versão à baixa tensão, o transformador deve ser compatível com o dimmer.

O dimmer, representado na imagem acima, é o dispositivo – botão ou toque – que regula a intensidade da luz ao invés de simplesmente ligar e desligar a luz como um interruptor normal.

  • FLUORESCENTES COMPACTAS ELETRÔNICAS

As famosas lâmpadas econômicas representam um tipo da tecnologia fluorescente. A característica desta família é a presença de um pó fluorescente no interior do tubo de vidro da lâmpada que em conjunto com gases nobres e uma pequena quantidade de mercúrio, emite luz após uma descarga elétrica. A composição química do pó fluorescente determina a cor da luz e a qualidade dela na reprodução de cor dos objetos iluminados.

Com base E14 e E27, elas surgiram como alternativa às lâmpadas incandescentes, tendo dentro da base plástica o alimentador eletrônico miniaturizado. Devido à necessidade de ter este alimentador para funcionar em tensão de rede, NEM TODOS OS MODELOS SÃO COMPATÍVEIS COM O DIMMER TRADICIONAL.

A lâmpada fluorescente compacta com reator integrado ficou conhecida como lâmpada econômica porque foi uma das primeiras da geração de fontes luminosas com baixo consumo energético para a iluminação.

  • LAMPLED

Esta é a tecnologia mais moderna para iluminação, disponibilizada amplamente no mercado. As LAMPLEDs são da família do LED mas já com forma, dimensão e soquete compatíveis com as lâmpadas tradicionais. Elas utilizam no seu interno o microcomponente optoeletrônico que dá o nome à tecnologia – Lighting Emitting Diode.

Tecnologia descoberta na década de 60, utilizada inicialmente dentro de produtos eletrônicos, o LED foi desenvolvido para o ramo da iluminação a partir de 2000, quando teve um salto na eficiência energética.

Uma das grandes vantagens é a durabilidade muito maior das demais tecnologias, claro que desde que seja instalada e mantida nas condições adequadas. O acendimento imediato e a dimensão diminuta faz com que esta tecnologia tenha um nicho exclusivo de utilizo.

A cor da luz branca do LED inicialmente vinha a partir da combinação de LEDs coloridos RGB – vermelho, verde e branco – o que resultava em diversas tonalidades de branco – do mais azulado (frio) ao mais amarelado (quente) – porém não satisfatória para um uso indiscriminado já que produzia sombras fragmentadas coloridas.

Utilizando fósforos, assim como a tecnologia que vimos anteriormente, a fluorescente, sobre um LED azul, podemos obter a luz branca com a qual estamos habituados.

IMPORTANTE:

Nem todas as lâmpadas de LED são compatíveis com os dimmers tradicionais. 


3. DESEMPENHO

  • QUANTA LUZ A LÂMPADA EMITE?

O lúmen (lm) é a unidade de medida para o fluxo luminoso de uma lâmpada, ou seja, é a quantidade de luz emitida por ela.

Saber quantos lúmens são emitidos é importante para entender a quantidade de luz que a lâmpada produz e se é ou não de acordo com o que o consumidor está procurando.

Uma lâmpada incadescente de 100W tem um fluxo de cerca de 1400lm, enquanto que uma de 60W tem 740lm.

  • EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

A eficiência é a relação do fluxo luminoso (lúmen) de uma lâmpada pela potência (watt) que esta emprega ao ser ligada.

É o parâmetro encontrado de classificação da eficácia de uma lâmpada, independente da tecnologia utilizada. Quanto maior fluxo e menor a potência, mais eficiente é a lâmpada.

  • ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR (IRC)

As cores que vimos sob uma luz aritificial é a relação da emissão da luz e a sua característica em reproduzir fielmente a cor do objeto que nela incide.

Como padrão, o SOL  é a única fonte luminosa que reproduz com uma fidelidade perfeita de 100% as cores de tudo o que vimos. Por exemplo, se uma lâmpada tem como característa a reprodução entre 90 e 100%, a sua qualidade é ótima. Quanto mais baixo o índice indicado pela fabricante, mais comprometida fica a visualização e diferenciação das cores.

  • TONALIDADE DA LUZ – TEMPERATURA DE COR

A temperatura de cor indica a tonalidade da luz emitida pela lâmpada. A unidade de medida é feita em grau Kelvin (K). É por causa desta característica que falamos de uma luz ser ‘fria’, ‘morna’ ou ‘quente’. Já escrevemos sobre o assunto no post Esse tal de Kelvin.

Uma lâmpada halógena varia de 2500 a 3100K, dependendo do modelo, o que dá o tom mais amarelado da sua emissão.

Uma lâmpada fluorescente compacta pode ser 2700K ou 6500K, conforme os padrões disponíveis no mercado, e por isto a primeira é amarelada e a segunda é azulada.

A extensão do artigo acabou se tornando longa, porém espero que você, leitor, tenha não só desfrutado do conteúdo como também absorvido uma parte das informações.

Estas são somente a base mais sintética possível para aproximar o consumidor, esclarecendo melhor as tecnologias mais usadas a níveis domésticos. Em um futuro próximo, estaremos disponibilizando mais conteúdo com a finalidade de formar uma cultura da luz, gerando mais esclarecimentos por parte de todos e difundindo a importância da percepção dos espaços através da iluminação, natural e/ou artificial.

Fuorisalone 2013

Depois de uma semana em Milão, com muita caminhada em busca das novidades na nossa área, voltamos com algumas novidades que acreditamos que serão tendência!

Com a nossa experiência de outros anos no Salone e nos Fuorisalone, não podemos deixar de observar que a crise financeira na Europa afetou todos os campos da sociedade e a questão da criatividade e viabilidade de projetos e produtos ficou mais limitado. Foi possível notar que uma solução para isso foi a derivação de produtos que já haviam sido lançados nos anos anteriores  Mas claro, há sempre uma luz no fim do túnel e ainda há grandes empresas e muitos jovens designers que conseguem trazer à tona novas formas e idéias em meio a um clima de contenção financeira e, pode-se dizer também, artística.

Neste post falarei mais sobre os Fuorisaloni, onde neste ano encontramos não somente a tradicional Via Tortona mas também muitos outros bairros da cidade que apresentavam produtos e idéias muito interessantes.

O museu dedicado ao desgn, o Triennale di Milano, remodelou a sua mostra permanente com o tema A Síndrome da Influência, onde nos mostra os grandes nomes do design italiano pós-guerra e os novos artistas que hoje ainda são influenciados por eles. Muito interessante a retrospectiva. Também uma mostra interessante é sobre a obra de Iosa Ghini, um grande designer que leva a sua criação intimamente ligada à mídia, com esse conceito, desenvolveu muitas logomarcas e conceitos para muitas lojas que muitas vezes a utilizamos e nem sabemos que por trás daquilo tem todo um pensamento de um grande designer! Exposta em ordem cronológica, podemos ver um pouco do seu trabalho nas diversas áreas e seus maravilhosos croquis!

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O que mais gostei e achei interessante foi a região da Via Ventura, onde são apresentados os projetos e objetos de muitas escolas de design da Europa, sendo os mais interessantes os belgas, dinamarqueses, ingleses e escandinavos. 

Notamos que foram muito utilizados os materiais como cobre (tanto polido como oxidado), vidros com esfumatura parcial (apenas onde há a fonte luminosa), utilizo de tubos metálicos, papel tratado utilizado como difusores.

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Já na Via Tortona, achamos interessante a instalação luminosa feita pela Hyundai, chama Fluidic, onde as pessoas podem interagir com a instalação, movimentando a massa de luz produzida por lasers.

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Outro produto que nos chamou a atenção foi a lâmpada da Gispen, situada no SuperStudioPiù, na Via Tortona. O produto consiste em uma esfera dividia em duas partes onde cada parte pode ser controlada separadamente, podendo mudar de cor e dimerizar a luz.

A Melogranoblu também trouxe ao SuperstudioPiù uma instalação luminosa com a sua luminária difusa Drop.

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Saindo do burburinho da Via Tortona, porém não menos agitada, na Via Savona encontrava-se o pavilhão da Moooi, com suas novidades e uma belíssima cenografia para a sua nova coleção, você pode conferir um giro 360º pelo pavilhão no site www.moooi.com.

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Nos próximos posts, falaremos mais sobre os outros locais Fuorisalene e a feira Euroluce!

Até em breve!

Fortuny 110 anos!

Quando um objeto de design se transforma em um ícone, ele simplesmente torna-se atemporal, sempre contemporâneo, e é exatamente isso que acontece com a maravilhosa luminária pedestal Fortuny, que hoje completa 110 anos!!

Elaborada no início do século passado, Mariano Fortuny era não somente um pintor mas sim uma pessoa multidisciplinar e soube desenvolver muitos talentos não só na pintura e na fotografia mas principalmente na moda e na iluminação. Ficou famoso em devido às suas criações em tecidos luxuosos e no modelo de vestido Delphos que ganha admiração ainda nos dias de hoje.

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Porém a sua obra que mais nos apaixona é a luminária Fortuny, onde naquela época pode estudar em como ter uma iluminação difusa e aconchegante. Hoje, patenteada pela Pallucco, possui diversas versões inclusive com o utilizo dos tecidos puro luxo da Fortuny na cúpula da luminária!

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Uma peça de design-desejo!

o criador e as criaturas: ACHILLE CASTIGLIONI

Dentre os principais nomes de designers e criadores de luminárias, um dos capítulos mais importantes foi – literalmente – desenhado por Achille Castiglioni.

Italiano, formado em Arquitetura no final da Segunda Guerra Mundial, começa a estudar e desenvolver novas tecnologias, materiais e formas para um processo completo de criação.

Juntamente com seus irmãos, Livio e Pier Giacomo, se dedica à experimentação nos produtos industriais. O período pós-guerra na Itália foi um celeiro para a fundação de diversas empresas, hoje consolidadas no mercado mundial, onde a produção em série aliada com o design e a busca de novos materiais fervilhavam pelo país. Apesar da destruição e através dela, uma população inteira aprendeu a se reerguer com estilo.

Mas voltando ao nosso criador, o estúdio dos irmão Castiglioni renderam peças icônicas e até hoje, atuais na sua forma e material. Achille foi professor das principais faculdades de Arquitetura e Desenho Industrial, além de ter curado exposições nos principais espaços de Milão.

Sobre os produtos criados, uma breve lista dos nove prêmios obtidos no Compaso d’Oro (título de referência mundial na competência do design) ao longo de sua carreira:

  • Compasso d’Oro 1955 – luminária Luminator
  • Compasso d’Oro 1960 – cadeira sedia T 12 Palini
  • Compasso d’Oro 1962 – máquina de café Pitagora
  • Compasso d’Oro 1964 – naja de cerveja Spinamatic
  • Compasso d’Oro 1967 – fones de ouvido para tradução simultânea
  • Compasso d’Oro 1979 – luminária Parentesi
  • Compasso d’Oro 1979 – leito hospitalar Omsa
  • Compasso d’Oro 1984 – talheres Dry
  • Compasso d’Oro 1989 – menção especial à profissão dedicada ao design

Para conferir toda a sua carreira, vale a pena conferir o seu site, clicando aqui.

Hoje, me detenho às luminárias criadas por este gênio do século XX:

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TACCIA – 1958

Luminária de mesa, projetada por Achille e Pier Giacomo Castiglioni, produzida a partir de 1962 pela Flos.

Uma luminária de dimensões consideráveis, a Taccia tem na sua base a lâmpada escondida para não ofuscar diretamente o usuário. A luz refletida por uma cúpola branca opaca, convexa do lado onde os raios luminosos surgem, é sustentada por uma parábola transparente em vidro apoiada sobre o suporte. Sendo simplesmente apoiada, essa estrutura pode ser movida, dirigindo a luz refletida na direção preferida. O próprio peso e forma da luminária dá esta flexibilidade sem a necessidade de fixação mecânica. A base, em metal cromado perfurado nas extremidades, contém a lâmpada – 100W conforme projeto original. O projeto foi apresentado em Chicago, Illinois.

 

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GATTO e GATTO PICCOLO – 1960 e 1962

Luminárias de mesa, criadas por Achille e Pier Giacomo Castiglioni, sendo reeditada em 2005 e produzida por Heisenkeil e Flos.

Os irmãos Castiglioni experimentam nestes produtos um material patenteado pela empresa Heisenkeil de Merano, Itália (utilizado também pela Flos), explorando as possilidades de expressão de uma fibra sintética formada por polímeros plásticos. Este material conhecido como Cocoon, utilizado originalmente pelas forças americanas para preservar armas bélicas em desuso tinha sido utlizado na década anterior, anos 50, por George Nelson para luminárias onde a estrutura era evidenciada, enquanto que nos modelos Gatto a forma dos difusores é gerada pela disposição da fibra que se apoia na estrutura metálica com acabamento em laca branca. A fibra borrifada na estrutura gerou um volume bastante insólito como resultado, objetivo pretendido pelos projetistas mas que teria sido praticamente impossível de desenhar na época sem a experimentação prática do material em laboratório.

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ARCO – 1962

Luminária de piso, projeto de Achille e Pier Giacomo Castiglioni, produzido pela Flos. Um dos maiores ícones, a luminária emite luz direta, dispensando a necessidade de outra fonte de luz sobre uma mesa além de não exigir um ponto elétrico no teto. A base da luminária é um paralelepípedo em mármore – branco ou preto – de cerca de 65kg. As quinas da base são suavizadas e um furo no seu baricentro serve para auxiliar na fixação da estrutura vertical assim como facilitar a sua movimentação. A haste em arco é composta por três setores em perfis de aço inoxidável com seção U, permitindo que uma parte deslize dentro da outra. Além da estrutura esconder a passagem da fiação elétrica, permite a regulagem em 3 alturas diferentes. A cúpola é composta por duas peças: uma fixa à estrutura perfurada – para facilitar o resfriamento do porta lâmpada, e outra sendo um anel em alumínio, apoiada à primeira e por isso ficando sempre na posição correta, independente da altura escolhida.

A distância máxima, em projeção horizontal, do refletor à base é de dois metros e a altura máxima de dois metros e meio.

Ao longo das décadas em que foi produzida – 60 aos dias de hoje – a luminária sofreu apenas uma alteração do seu projeto original: o sistema elétrico foi revisto para cumprir as normas vigentes.

Foram vendidos milhares de unidades, igualmente repartidas entre Italia e mercado exterior. E por este sucesso, sofreu inúmeras cópias de outras empresas. Em 2007 a Justiça reconheceu a tutela do direito de propriedade, como acontece com obras renomadas de arte, também a um objeto de design.

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SNOOPY – 1967

Luminária de mesa, desenhada por Achille e Pier Giacomo Castiglioni. Produção pela Flos em 1967 e relançamento em 2003.

Luminária de mesa com emissão luminosa direta e intensidade variável. Composta por uma base cilíndrica em mármore (como a Arco), oblíqua em relação à superfície de apoio,  e um disco em cristal transparente bastante espesso, perfurado e pensado para sustentar um refletor leve em alumínio com 3 furos superiores para o esfriamento interno da luminária, a luminária não parece ser muito equilibrada à primeira vista, mas na verdade é muito estável como estrutura devido à correta distribuição do peso da base em mármore. O dimmer que regula a intensidade luminosa do produto se encontra nesta base.

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PARENTESI – 1970

Luminária “sobe e desce”, desenhada por Achille Castiglioni e Pio Manzù, fabricada pela Flos.

O projeto da Parentesi, uma luminária orientável com deslizamento vertical, ganha vida com um croqui de Pio Manzù pouco antes de sua morte, onde um cilindro com uma fissura por onde a luz escorria sobre uma haste e se fixava com um parafuso. Castiglioni então substitui a haste por um fio metálico, deixando uma fração dela com um desvio que faz o atrito suficiente para a estrutura não deslizar pelo fio e assim não necessitar de nenhum parafuso. Parentesi é uma luminária tão simples na sua ideia, que pode ser resumida como um cabo de aço, preso por um peso no chão e um gancho no teto, no qual um soquete fixado em uma haste ‘não reta’ pode ser orientado conforme o desejo do usuário. Esta haste, pela sua forma, deu o nome à luminária. Para movê-la, basta tensionar com as mãos o fio metálico e escolher a altura desejada.

A primeira embalagem foi idealizada por Achille. Em um kit, eram colocados todos os elementos componentes da luminária.

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GIOVI – 1982

Arandela, luminária de parede criada por Achille Castiglione. Produção da Flos.

A luminária Giovi reflete sobre a parede uma luz indireta em raios. Sobre a base de fixação à parede, uma espécie de gaiola cilíndrica constituída por 24 hastes é instalada, como suporte ao porta lâmpada, mantendo uma distância pretendida entre lâmpada  e parede. O fechamento metálico em metade da luminária sustenta o refletor e ao mesmo tempo impede o ofuscamento.

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TARAXACUM 88 – 1988

Luminária suspensa ou aplicada no teto e/ou parede. Desenhada por Achille Castiglioni e produzida pela Flos.

Esta luminária nasceu para ser uma substituição moderna dos clássicos chandeliers: a interação e repetição de um módulo base serviu de inspiração para a sua criação. Triângulos equiláteros em alumínio brilhoso, presos uns aos outros, obtém um volume próximo à esfera: o icosaedro (composto por 20 faces). A estrutura portante para fixar as lâmpadas suporta por módulo de 3 a 10 unidades (bulbo transparente com o filamento visível, de 25 a 40W cada), se torna quase que invisível, ligada ou desligada.

O maior dos modelos da Taraxacum tem 200 lâmpadas incandescentes na sua estrutura.

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FUCSIA – 1996

Luminária suspensa, desenhada por Achille Castiglioni e parte do catálogo da Flos.

A ideia nasceu para resolver a questão de iluminar uniformemente, de maneira difusa e direta vários planos de diferentes dimensões.

O corpo da luminária apresenta no desenho a característica de poder ser usada sigularmente ou em composições múltiplas. O módulo é formado pelo porta lâmpada cilíndrico em metal. A lâmpada é protegida por um cone em vidro soprado transparente com a borda inferior acetinada para evitar o ofuscamente do usuário. Na base do cone um anel em silicone protege a luminária contra choques.

Quando em composição, uma estrutura em braços fixada no teto facilitam a instalação, dando o passo da modularidade do sistema e auxiliando nas conexões elétricas. O acendimento pode ser determinado de acordo com a necessidade do projeto, múltiplo, único ou com dimmer.

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DIABOLO – 1998
Luminária projetada por Achille Castiglioni e fabricada no mesmo ano pela Flos.
O corpo da luminária é em alumínio envernizado com sistema de regulagem -sobe-desce- escondido dentro de um cone, fixado no teto de onde através de uma ponta arredondada sai o conector elétrico que alimenta a lâmpada e sustenta o difusor em forma de outro cone.
A distância entres estes dois cones é variável, o que dá uma flexibilidade sobre os efeitos de luz, gerando novas percepções entre os volumes.

A luz e o cinema

Outro assunto que nos fascina é o cinema! Nada mais lógico falar de luz e falar de cinema.

E que papel a luz desempenha na sétima arte?

Como na fotografia e na pintura, a matéria-prima que materializa as imagens e as idéias é a luz. A câmera é apenas o meio de conexão entre esses elementos sobre a luz e a emoção do espectador.

As imagens estruturam um filme, são elas que traduzem, de uma forma não textual, o modo de enxergar a história a ser contada. Porém não podemos esquecer que no cinema não são as imagens que fazem um filme e sim a alma delas.

E o que dá sentido a essas imagens se não a luz? É função dela criar ambientes, cenas, contrastes, mostrar o que deve ser destacado e esconder o que deve ser mistério, é ela que traz ao espectador algo que vai além do visível – a dramaticidade.

No Cinema Noir, movimento que surgiu entre as décadas de 40 e 50 em que se narravam histórias geralmente policiais, o utilizo intenso de contraste entre escuro e claro eram predominantes para dar ênfase na dramaticidade da história.

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Já no Cinema contemporâneo a luz serve para dar realidade às cenas e ambientes.  Porém ela não serve apenas para registar a imagem e sim para inserir a mensagem que está por trás daquela imagem, a luz é muitas vezes a identidade visual de um filme, é a poesia. Nos filmes atuais há toda uma equipe envolvida na Fotografia do filme, onde se estudam todos esses aspetos como enquadramento, foco e luz nas cenas.

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Hoje a iluminação no cinema aparece muito mais sutil aos nossos olhos, porém muito mais poderosa no seu efeito subjetivo que nos faz entender e nos emocionar com essa arte que é o cinema!