E a estrela da vez: Versalhes

Parece proposital falarmos de construções históricas e tecnologia moderna sequencialmente, mas foi a casualidade dos fatos e a contemporaneidade das publicações mundiais que apontaram primeiro à Capela Sistina, e agora o Palácio de Versalhes.

Pois bem, enfatizando a série se já conhece, você terá que ir de novo, o Palácio de Versalhes ganhou a instalação de um lustre moderno – o Chandelier Gabriel.

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© Studio Bouroullec

A primeira peça contemporânea a ser instalada em caráter permanente no Palácio de Versalhes é obra de Ronan & Erwan Bouroullec.

A luminária, que à distância pode lembrar uma simples corda luminosa, é o fruto de materiais nobres e alta tecnologia. Com mais de 12 metros de altura e peso de quase meia tonelada é composto por 800 módulos de cristal Swarovski. Estas peças são penduradas através de um eixo flexível metálico contendo o sistema de LED.

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Fonte:

Contemporist 

Mas qual lâmpada?

A ASSIL – Associação Italiana dos Produtores de Iluminação – disponibilizou um site muito interessante e que julgamos pertinente para ser traduzido e apresentado ao público brasileiro.

http://www.lampadinagiusta.it

Com um nome autoexplicativo do site – lâmpada correta – a associação fez um artigo que visa esclarecer em geral os tipos de lâmpadas e em que caso um é mais apto do que outro conforme a finalidade.

Informação necessária para termos a consciência, no momento em que precisamos trocar a lâmpada, seja pela queima ou quando pensamos em melhorar o nosso espaço, qual produto escolher.

Afinal, como já escrevemos em alguns posts passados, quanto maior a nossa cultura sobre os produtos de iluminação, melhor será a nossa qualidade de vida!

As características principais são separadas em 3 categorias:

  1. Características físicas
  2. Tecnologia
  3. Desempenho

1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

  • Base – conexão

A base da lâmpada permite a conexão da mesma com o soquete. Existe uma infinidade de bases, de nomenclatura internacional, sendo as mais utilizadas as seguintes:

E27 – o tradicional soquete da lâmpada incadescente, halógena PAR, fluorescente compacta eletrônica e agora, das lâmpadas de led.

GU5.3  – soquete da lâmpada halógena dicróica

  • Forma e dimensão

Hoje em dia, encontramos lâmpadas nas formas mais variadas possíveis. E por isso mesmo, pensando no momento atual do mercado – com a eliminação de alguns modelos de incandescentes e halógenas – o “retrofit” faz com que os fabricantes garantam a substituição por novas tecnologias, também com base na dimensão para serem adaptadas nas luminárias existentes.

IMPORTANTE:

As novas lâmpadas, mesmo emitindo a mesma quantidade de luz respeito a uma lâmpada convencional, podem haver dimensões (altura e diâmetro) diferentes. O que implica isto? Dependendo esta diferença, a lâmpada não se encaixa na luminária existente em casa.

As dimensões se tornaram mais um elemento a ser avaliado no momento da compra-troca de uma lâmpada. Deve-se ter atenção e as fabricantes devem reportar na embalagem essas características.

  • TENSÃO DE ALIMENTAÇÃO

Por ‘LUMINÁRIA’ vamos tratar o dispositivo elétrico (spot, projetor, arandela, pendente, abajur, lustre) que faz funcionar uma ou mais lâmpadas. Cada tipo de luminária é projetada de forma a considerar as especificações de uma determinada lâmpada. Por isto, é sempre importante conferir na hora da compra as características desta luminária.

127V, 220V ou 12V?

Um dos primeiros itens a ser considerado no momento da escolha da luminária é a tensão de alimentação elétrica. Muitas funcionam com tensão de rede, variando entre 127V (encontrada nas metrópoles brasileiras) e 220V (encontrada em todo o país) ou a 12V (baixa tensão).

Antes da vinda do LED, as lâmpadas mais comuns que funcionavam a baixa tensão eram as incadescentes e halógenas, particularmente as de soquete G4, GU4, GU5.3, GX5.3, GY6.35. Hoje você encontra soluções com tecnologia LED capazes de substituir estas. O importante é sempre saber a proveniência e qualidade do produto.

Já existe na Europa a preocupação de colocar nas embalagens das lampLEDs a informação de qual lâmpada estaria sendo substituída pelo produto, de forma a evitar uma aquisição errônea.

2. TECNOLOGIA

Desde junho de 2012, o Brasil decidiu seguir o restante do mundo e aposentar gradualmente as lâmpadas incandescentes. A motivação principal é o fato de que a eficiência energética (quantidade de potência em W necessária para produzir uma quantidade de luz em lúmens) ser muito modesta.

Para preencher a lacuna que as lâmpadas incandescentes deixarão no mercado, nos últimos anos as fabricantes procuraram desenvolver novas tecnologias para garantir uma maior eficiência energética. Desta forma, consumindo menos potência, as lâmpadas de nova geração contribuem para a redução de CO2 na atmosfera.

Na imagem abaixo se pode conferir as etapas para a eliminação total de produção, distribuição e venda das lâmpadas incandescentes.

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A eficiência energética das lâmpadas é classificada como os eletrodomésticos, CLASSE A, CLASSE B, CLASSE C, etc, de forma a auxiliar o consumidor a entender qual lâmpada consome mais energia elétrica e qual rende mais.

As tecnologias existentes hoje no mercado mais populares para o uso doméstico, são:

  • HALÓGENAS

Da família das lâmpadas incandescentes, as halógenas também tem filamento. A grande diferença é a presença de gás halogênio que permite ao filamento de tungstênio atingir temperaturas mais elevadas, emitindo mais luz e maior duração se compararmos com a ‘prima mais velha’ incandescente.

Por atingir temperaturas muito altas pela sua característica, as halógenas NÃO devem ser tocadas enquanto ligadas.

As halógenas estão disponíveis nas formas clássicas de gota, esfera, vela e linear como emissão luminosa geral e com refletor alumínio ou dicroico como emissão luminosa direcionada, com a opção de diversos fachos de abertura.

O seu funcionamento pode ser em tensão de rede ou a baixa tensão, normalmente 12V. A diferença principal para a existência de formas diferentes de alimentação é que a tensão de rede, seja 127V ou 220V não exige nenhum tipo de acessório para completar o seu funcionamento, basta conectar a lâmpada no soquete da luminária. A baixa tensão, 12V, exige o uso de um transformador que converte a tensão de rede para os 12V. Apesar da desvantagem de necessitar de um acessório, os pontos positivos são a redução de choques elétricos mortais e a maior durabilidade da lâmpada que pode chegar a 5x mais do que uma lâmpada incandescente tradicional.

A maior parte das lâmpadas halógenas podem ser controladas e reguladas diretamente no interruptor sem problemas. Para a versão à baixa tensão, o transformador deve ser compatível com o dimmer.

O dimmer, representado na imagem acima, é o dispositivo – botão ou toque – que regula a intensidade da luz ao invés de simplesmente ligar e desligar a luz como um interruptor normal.

  • FLUORESCENTES COMPACTAS ELETRÔNICAS

As famosas lâmpadas econômicas representam um tipo da tecnologia fluorescente. A característica desta família é a presença de um pó fluorescente no interior do tubo de vidro da lâmpada que em conjunto com gases nobres e uma pequena quantidade de mercúrio, emite luz após uma descarga elétrica. A composição química do pó fluorescente determina a cor da luz e a qualidade dela na reprodução de cor dos objetos iluminados.

Com base E14 e E27, elas surgiram como alternativa às lâmpadas incandescentes, tendo dentro da base plástica o alimentador eletrônico miniaturizado. Devido à necessidade de ter este alimentador para funcionar em tensão de rede, NEM TODOS OS MODELOS SÃO COMPATÍVEIS COM O DIMMER TRADICIONAL.

A lâmpada fluorescente compacta com reator integrado ficou conhecida como lâmpada econômica porque foi uma das primeiras da geração de fontes luminosas com baixo consumo energético para a iluminação.

  • LAMPLED

Esta é a tecnologia mais moderna para iluminação, disponibilizada amplamente no mercado. As LAMPLEDs são da família do LED mas já com forma, dimensão e soquete compatíveis com as lâmpadas tradicionais. Elas utilizam no seu interno o microcomponente optoeletrônico que dá o nome à tecnologia – Lighting Emitting Diode.

Tecnologia descoberta na década de 60, utilizada inicialmente dentro de produtos eletrônicos, o LED foi desenvolvido para o ramo da iluminação a partir de 2000, quando teve um salto na eficiência energética.

Uma das grandes vantagens é a durabilidade muito maior das demais tecnologias, claro que desde que seja instalada e mantida nas condições adequadas. O acendimento imediato e a dimensão diminuta faz com que esta tecnologia tenha um nicho exclusivo de utilizo.

A cor da luz branca do LED inicialmente vinha a partir da combinação de LEDs coloridos RGB – vermelho, verde e branco – o que resultava em diversas tonalidades de branco – do mais azulado (frio) ao mais amarelado (quente) – porém não satisfatória para um uso indiscriminado já que produzia sombras fragmentadas coloridas.

Utilizando fósforos, assim como a tecnologia que vimos anteriormente, a fluorescente, sobre um LED azul, podemos obter a luz branca com a qual estamos habituados.

IMPORTANTE:

Nem todas as lâmpadas de LED são compatíveis com os dimmers tradicionais. 


3. DESEMPENHO

  • QUANTA LUZ A LÂMPADA EMITE?

O lúmen (lm) é a unidade de medida para o fluxo luminoso de uma lâmpada, ou seja, é a quantidade de luz emitida por ela.

Saber quantos lúmens são emitidos é importante para entender a quantidade de luz que a lâmpada produz e se é ou não de acordo com o que o consumidor está procurando.

Uma lâmpada incadescente de 100W tem um fluxo de cerca de 1400lm, enquanto que uma de 60W tem 740lm.

  • EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

A eficiência é a relação do fluxo luminoso (lúmen) de uma lâmpada pela potência (watt) que esta emprega ao ser ligada.

É o parâmetro encontrado de classificação da eficácia de uma lâmpada, independente da tecnologia utilizada. Quanto maior fluxo e menor a potência, mais eficiente é a lâmpada.

  • ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR (IRC)

As cores que vimos sob uma luz aritificial é a relação da emissão da luz e a sua característica em reproduzir fielmente a cor do objeto que nela incide.

Como padrão, o SOL  é a única fonte luminosa que reproduz com uma fidelidade perfeita de 100% as cores de tudo o que vimos. Por exemplo, se uma lâmpada tem como característa a reprodução entre 90 e 100%, a sua qualidade é ótima. Quanto mais baixo o índice indicado pela fabricante, mais comprometida fica a visualização e diferenciação das cores.

  • TONALIDADE DA LUZ – TEMPERATURA DE COR

A temperatura de cor indica a tonalidade da luz emitida pela lâmpada. A unidade de medida é feita em grau Kelvin (K). É por causa desta característica que falamos de uma luz ser ‘fria’, ‘morna’ ou ‘quente’. Já escrevemos sobre o assunto no post Esse tal de Kelvin.

Uma lâmpada halógena varia de 2500 a 3100K, dependendo do modelo, o que dá o tom mais amarelado da sua emissão.

Uma lâmpada fluorescente compacta pode ser 2700K ou 6500K, conforme os padrões disponíveis no mercado, e por isto a primeira é amarelada e a segunda é azulada.

A extensão do artigo acabou se tornando longa, porém espero que você, leitor, tenha não só desfrutado do conteúdo como também absorvido uma parte das informações.

Estas são somente a base mais sintética possível para aproximar o consumidor, esclarecendo melhor as tecnologias mais usadas a níveis domésticos. Em um futuro próximo, estaremos disponibilizando mais conteúdo com a finalidade de formar uma cultura da luz, gerando mais esclarecimentos por parte de todos e difundindo a importância da percepção dos espaços através da iluminação, natural e/ou artificial.

LED – desabafo de um lighting designer italiano

Hoje venho, através do nosso blog, transmitir um post do arquiteto e lighting designer italiano Giacomo Rossi, publicado no seu site Lux Emozione. Tive a oportunidade de conhecê-lo no evento sobre iluminação em que partipei em Como na Itália, no ano passado – você pode ler mais sobre ele neste post.

O assunto a ser abordado é o do momento: LED. Porém visto através do profissional da área de iluminação com todas as vantagens e facilidades da tecnologia (conforme divulgado na mídia) e as dificuldades reais para a sua instalação.

Dificuldades estas que não são exclusividade do mercado italiano. Infelizmente, ainda hoje para certas aplicações a substituição plena para o LED ainda tem como consequência uma boa dor de cabeça. Um pouco do assunto já foi abordado por nós anteriormente no post mudança de comportamento.

Mas vamos ao texto do Giacomo:

Caros amigos projetistas da luz, não sei se vocês já se dispuseram a utilizar a tecnologia LED nos seus trabalhos, talvez como alternativa às tradicionais lâmpadas. Bem, eu tive o prazer de usar recentemente esta tecnologia, em uma aplicação onde a questão não era somente a necessidade da alta eficiência luminosa, mas também uma alta performance em termos de reprodução de cor e possibilidade de escolher a temperatura de cor. Enfim, o resultado final é digno de comentário (ao menos ao meu ver), mas realmente, juro a vocês, foi muito complicado!

Um esforço enorme não tão ligado ao produto mas à tecnologia em si, que realmente, segundo o que penso, apresenta ainda algumas lacunas devido à falta de normas específicas. Fato este que não se deve ao mundo da elétrica e portanto da iluminação tradicional, mas específica da tecnologia LED e a sua evolução.

Temos que ser sinceros, LED e lâmpadas tradicionais (incandescentes, vapor metálico, etc) são dois mundo totalmente diferentes. É inútil esperar o mesmo resultado  obtido com uma e com a outra! Isto é, explicando melhor, é como a mudança da lâmpada incandescente com a halógena com o bulbo de vidro externo (que está substituindo a primeira), que hoje encontramos por tudo: ok a estética é idêntica mas o efeito, mesmo que muito próximo, não pode ser comparado.

Voltando aos problemas encontrados, adianto que as luminárias e produtos usados no caso em questão não são do último chinês que apareceu no comércio, porque como vocês bem sabem, o LED para funcionar corretamente precisa de uma boa dissipação e ter a alimentação adequada, senão adeus à vida média de 50.000h, adeus à alta performance luminotécnica, adeus garantia e muitos outros adeus. A utilização de um produto bem projetado é fundamental para aproveitar as características da luz na sua totalidade.

Se quisermos o único “problema” correspondente ao produto, é justamente na maneira de como operar por nós arquitetos da luz, ou seja, escolher o material mais adequado às exigências do projeto, seja em eficiência, estética e custo. Frequentemente isto nos leva a folhear muitos catálogos de fabricantes e utilizar vários fornecedores para chegar ao melhor resultado possível.

Tudo bem, só que, usar luminárias de fabricantes diferentes significa também LEDs de origens variadas, e logo, como aconteceu comigo, para chegar à seleção da “cor branca”, temperatura de cor de 3000K, que fossem parecidas entre os vários fornecedores, foram utilizados muitos recursos.

Não falemos da difícil avalição prévia feita ainda no escritório, considerando as fotometrias dos produtos LED que, ainda hoje, mesmo existindo uma norma específica, muito frequentemente vem “fotometrados” como se fossem luminárias com lâmpadas comuns.

Uma série de problemas que deixam um pouco mais difícil o trabalho do especialista da luz, que deve sempre manter-se informado, atualizado, comparando produtos, selecionando-os, etc, com muito mais dedicação do que uma vez, para oferecer a melhor solução e para chegar ao optimum final que todos desejam. Esperamos ao menos que todo este trabalho de especializações no campo aumente um pouco mais o nosso reconhecimento no mercado que muitas vezes reduz o projeto de iluminação em 4 pontos no papel (mas isto é uma outra história).

Enfim, apesar da tecnologia LED permitir alcançar resultados, seja do ponto de vista quantitativo, mas também qualitativo da luz, até poucos inesperados anos atrás, diria eu, existem ainda muitas questões a serem abordadas.

No post, o lighting designer Giacomo termina o artigo, falando sobre um workshop que será realizado na Itália, no final do mês de novembro, na sede da Entidade Americana de Certificação Elétrica UL. O título? LED – entre inovação e certificação – o papel do Lighting Designer.

Entrei em contato com os organizadores e este evento não será transmitido online. Será um momento em que os profissionais – construtores e arquitetos do setor da iluminação –  terão a oportunidade de se atualizar e informar, confrontando, questionando e discutindo o Lighting Design.

Quem, por acaso estiver passeando pela península, pode participar ao evento, que é gratuito, na sede da UL de Burago Molgora – o interessante é que ao final da jornada, uma visita guiada ao laboratório será feita. O programa você pode conferir aqui.

 

 

 

UM POUCO MAIS SOBRE GIACOMO ROSSI:

  • Arquiteto especializado em projeto luminotécnico e fundados do Luxemozione.com. De 1999 a 2009 colaborou com o estúdio Ferrara Palladino de Milão como responsável de projetação. Até julho de 2011 foi responsável do escritório de projetos de Milão da empresa Martini Iluminação. De 2011 é titular, juntamente com Maria Lia Ferraro do estúdio de projetos e assessoria de iluminação FerraroRossi Lighting Design. Além da atividade como arquiteto de iluminação, é autor de vários artigos em importantes revistas do setor da iluminação.

 

 

Tom Dixon apresenta: LUSTRE

Tom Dixon, marca britânica relativamente nova no mercado, que desde 2002 desenvolve produtos de design e luminárias, mais uma vez vem anunciar uma série muito interessante.

Se trata da coleção LUSTRE. Em parceria com uma empresa familiar holandesa, que há 5 gerações trabalha com a pedra grés, foram desenhados 4 modelos sendo inspirados nos templos maias e na art-decó .

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Por ser uma produção artesanal, cada luminária feita é única, com a imperfeição humana dando personalidade a ela. A própria cor depende da distribuição dos pós iridescentes da pedra grês, obtidos a 1200 ºC, no esmalte (receita superultrasecreta) por isso é improvável que se consiga obter o mesmo tom em mais de uma peça.

No vídeo abaixo você pode conferir o making of e de onde vieram as inspirações para o design.

Mais informações você pode ter diretamento no site da Tom Dixon, clicando aqui.

Quando a luz é líquida

A luminária pode não ser somente um objeto que forneça luz. No quesito luminárias decorativas, a imaginação corre cada vez mais solta em busca de originalidade. Essa última cada vez mais difícil já que com o passar do tempo se deu vida às idéias mais mirabolantes.

Eis que a luminária de etérea passa a brincar com a luz no estado líquido:

Pouring Light Lamp – by Yeongwoo Kim

A Pouring foi especialmente desenhada para transmitir o conceito emocional da queda de luz, como uma queda d’água. A base da luminária reforça essa ideia com a forma da poça que se formaria. A haste foi feita com material fosforescente, o que dá o brilho quando é ligada a lâmpada: o efeito de que a luz escorre como a água pela estrutura; e o mesmo material retém parte da luz quando a luminária é desligada, emitindo-a em tom quente, tornando o ambiente acolhedor e aconchegante para dormir. A tecnologia é LED.

Light Drop – by Rafael Morgan

O design da luminária foi criado para fazer as pessoas pensarem sobre o desperdício dos recursos naturais, particularmente, a água: principal fonte de energia e de vida para todos os organismos presentes no planeta. Água é sinônimo de energia.
Aplicada na parede, o LED se encontra dentro da estrutura da “torneira”, e como tal, é regulável a sua intensidade através do quanto você abre a torneira. Quanto mais aberta, mais luz emite ao longo do policarbonato leitoso que forma o difusor. Isso contextualiza a luminária também como uma forma de conscientizar em termos visuais o quanto se utiliza de água em uma situação normal, sensibilizando a população para o uso de energia.
Esse conceito acabou dando aos idealizadores da luminária o prêmio de terceiro ligar no concurso de design internacional Bright LED, promovido pela Design Boom.
A luminária foi colocada em produção e venda pela Wever& Ducre da Bélgica.

Light Blubs – by Pieke Bergmans

Com essa luminária, se resolveu brincar com a pergunta: “Olhe para a sua luminária, você já pensou que ela pode se aquecer, pode se deformar e simplesmente fluir para fora da lâmpada?”

A partir da silhueta clássica da lâmpada, a Royal Crystal Bergman em conjunto com o designer criou uma coleção exclusiva: BLUBS.

Estas lâmpadas de cristal, com a adição de iluminação LED são muito criativas. A luz, ou melhor, a fonte de luz está agora livre. Cada luminária cria uma sensação de lâmpadas fluídas, de viscosidade luminosa, como uma gota pendurada no abajur, ou se derramando sobre a mesa ou armário. Esta é uma coleção impressionante que pode reviver o interior da casa.

A coleção, de 2008 já rodou o mundo inteiro. Eu tive a possibilidade de vê-la exposta durante o Salão do Móvel em Milão, no bairro Tortona.

Você compraria alguma dessas luminárias? Qual delas?