E a estrela da vez: Versalhes

Parece proposital falarmos de construções históricas e tecnologia moderna sequencialmente, mas foi a casualidade dos fatos e a contemporaneidade das publicações mundiais que apontaram primeiro à Capela Sistina, e agora o Palácio de Versalhes.

Pois bem, enfatizando a série se já conhece, você terá que ir de novo, o Palácio de Versalhes ganhou a instalação de um lustre moderno – o Chandelier Gabriel.

Image

© Studio Bouroullec

A primeira peça contemporânea a ser instalada em caráter permanente no Palácio de Versalhes é obra de Ronan & Erwan Bouroullec.

A luminária, que à distância pode lembrar uma simples corda luminosa, é o fruto de materiais nobres e alta tecnologia. Com mais de 12 metros de altura e peso de quase meia tonelada é composto por 800 módulos de cristal Swarovski. Estas peças são penduradas através de um eixo flexível metálico contendo o sistema de LED.

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Fonte:

Contemporist 

Anúncios

o criador e as criaturas: ACHILLE CASTIGLIONI

Dentre os principais nomes de designers e criadores de luminárias, um dos capítulos mais importantes foi – literalmente – desenhado por Achille Castiglioni.

Italiano, formado em Arquitetura no final da Segunda Guerra Mundial, começa a estudar e desenvolver novas tecnologias, materiais e formas para um processo completo de criação.

Juntamente com seus irmãos, Livio e Pier Giacomo, se dedica à experimentação nos produtos industriais. O período pós-guerra na Itália foi um celeiro para a fundação de diversas empresas, hoje consolidadas no mercado mundial, onde a produção em série aliada com o design e a busca de novos materiais fervilhavam pelo país. Apesar da destruição e através dela, uma população inteira aprendeu a se reerguer com estilo.

Mas voltando ao nosso criador, o estúdio dos irmão Castiglioni renderam peças icônicas e até hoje, atuais na sua forma e material. Achille foi professor das principais faculdades de Arquitetura e Desenho Industrial, além de ter curado exposições nos principais espaços de Milão.

Sobre os produtos criados, uma breve lista dos nove prêmios obtidos no Compaso d’Oro (título de referência mundial na competência do design) ao longo de sua carreira:

  • Compasso d’Oro 1955 – luminária Luminator
  • Compasso d’Oro 1960 – cadeira sedia T 12 Palini
  • Compasso d’Oro 1962 – máquina de café Pitagora
  • Compasso d’Oro 1964 – naja de cerveja Spinamatic
  • Compasso d’Oro 1967 – fones de ouvido para tradução simultânea
  • Compasso d’Oro 1979 – luminária Parentesi
  • Compasso d’Oro 1979 – leito hospitalar Omsa
  • Compasso d’Oro 1984 – talheres Dry
  • Compasso d’Oro 1989 – menção especial à profissão dedicada ao design

Para conferir toda a sua carreira, vale a pena conferir o seu site, clicando aqui.

Hoje, me detenho às luminárias criadas por este gênio do século XX:

ImagemImagemImagem

TACCIA – 1958

Luminária de mesa, projetada por Achille e Pier Giacomo Castiglioni, produzida a partir de 1962 pela Flos.

Uma luminária de dimensões consideráveis, a Taccia tem na sua base a lâmpada escondida para não ofuscar diretamente o usuário. A luz refletida por uma cúpola branca opaca, convexa do lado onde os raios luminosos surgem, é sustentada por uma parábola transparente em vidro apoiada sobre o suporte. Sendo simplesmente apoiada, essa estrutura pode ser movida, dirigindo a luz refletida na direção preferida. O próprio peso e forma da luminária dá esta flexibilidade sem a necessidade de fixação mecânica. A base, em metal cromado perfurado nas extremidades, contém a lâmpada – 100W conforme projeto original. O projeto foi apresentado em Chicago, Illinois.

 

ImagemImagem

GATTO e GATTO PICCOLO – 1960 e 1962

Luminárias de mesa, criadas por Achille e Pier Giacomo Castiglioni, sendo reeditada em 2005 e produzida por Heisenkeil e Flos.

Os irmãos Castiglioni experimentam nestes produtos um material patenteado pela empresa Heisenkeil de Merano, Itália (utilizado também pela Flos), explorando as possilidades de expressão de uma fibra sintética formada por polímeros plásticos. Este material conhecido como Cocoon, utilizado originalmente pelas forças americanas para preservar armas bélicas em desuso tinha sido utlizado na década anterior, anos 50, por George Nelson para luminárias onde a estrutura era evidenciada, enquanto que nos modelos Gatto a forma dos difusores é gerada pela disposição da fibra que se apoia na estrutura metálica com acabamento em laca branca. A fibra borrifada na estrutura gerou um volume bastante insólito como resultado, objetivo pretendido pelos projetistas mas que teria sido praticamente impossível de desenhar na época sem a experimentação prática do material em laboratório.

Imagem

ARCO – 1962

Luminária de piso, projeto de Achille e Pier Giacomo Castiglioni, produzido pela Flos. Um dos maiores ícones, a luminária emite luz direta, dispensando a necessidade de outra fonte de luz sobre uma mesa além de não exigir um ponto elétrico no teto. A base da luminária é um paralelepípedo em mármore – branco ou preto – de cerca de 65kg. As quinas da base são suavizadas e um furo no seu baricentro serve para auxiliar na fixação da estrutura vertical assim como facilitar a sua movimentação. A haste em arco é composta por três setores em perfis de aço inoxidável com seção U, permitindo que uma parte deslize dentro da outra. Além da estrutura esconder a passagem da fiação elétrica, permite a regulagem em 3 alturas diferentes. A cúpola é composta por duas peças: uma fixa à estrutura perfurada – para facilitar o resfriamento do porta lâmpada, e outra sendo um anel em alumínio, apoiada à primeira e por isso ficando sempre na posição correta, independente da altura escolhida.

A distância máxima, em projeção horizontal, do refletor à base é de dois metros e a altura máxima de dois metros e meio.

Ao longo das décadas em que foi produzida – 60 aos dias de hoje – a luminária sofreu apenas uma alteração do seu projeto original: o sistema elétrico foi revisto para cumprir as normas vigentes.

Foram vendidos milhares de unidades, igualmente repartidas entre Italia e mercado exterior. E por este sucesso, sofreu inúmeras cópias de outras empresas. Em 2007 a Justiça reconheceu a tutela do direito de propriedade, como acontece com obras renomadas de arte, também a um objeto de design.

ImagemImagem

SNOOPY – 1967

Luminária de mesa, desenhada por Achille e Pier Giacomo Castiglioni. Produção pela Flos em 1967 e relançamento em 2003.

Luminária de mesa com emissão luminosa direta e intensidade variável. Composta por uma base cilíndrica em mármore (como a Arco), oblíqua em relação à superfície de apoio,  e um disco em cristal transparente bastante espesso, perfurado e pensado para sustentar um refletor leve em alumínio com 3 furos superiores para o esfriamento interno da luminária, a luminária não parece ser muito equilibrada à primeira vista, mas na verdade é muito estável como estrutura devido à correta distribuição do peso da base em mármore. O dimmer que regula a intensidade luminosa do produto se encontra nesta base.

ImagemImagemImagem

PARENTESI – 1970

Luminária “sobe e desce”, desenhada por Achille Castiglioni e Pio Manzù, fabricada pela Flos.

O projeto da Parentesi, uma luminária orientável com deslizamento vertical, ganha vida com um croqui de Pio Manzù pouco antes de sua morte, onde um cilindro com uma fissura por onde a luz escorria sobre uma haste e se fixava com um parafuso. Castiglioni então substitui a haste por um fio metálico, deixando uma fração dela com um desvio que faz o atrito suficiente para a estrutura não deslizar pelo fio e assim não necessitar de nenhum parafuso. Parentesi é uma luminária tão simples na sua ideia, que pode ser resumida como um cabo de aço, preso por um peso no chão e um gancho no teto, no qual um soquete fixado em uma haste ‘não reta’ pode ser orientado conforme o desejo do usuário. Esta haste, pela sua forma, deu o nome à luminária. Para movê-la, basta tensionar com as mãos o fio metálico e escolher a altura desejada.

A primeira embalagem foi idealizada por Achille. Em um kit, eram colocados todos os elementos componentes da luminária.

ImagemImagemImagem

GIOVI – 1982

Arandela, luminária de parede criada por Achille Castiglione. Produção da Flos.

A luminária Giovi reflete sobre a parede uma luz indireta em raios. Sobre a base de fixação à parede, uma espécie de gaiola cilíndrica constituída por 24 hastes é instalada, como suporte ao porta lâmpada, mantendo uma distância pretendida entre lâmpada  e parede. O fechamento metálico em metade da luminária sustenta o refletor e ao mesmo tempo impede o ofuscamento.

ImagemImagemImagem

TARAXACUM 88 – 1988

Luminária suspensa ou aplicada no teto e/ou parede. Desenhada por Achille Castiglioni e produzida pela Flos.

Esta luminária nasceu para ser uma substituição moderna dos clássicos chandeliers: a interação e repetição de um módulo base serviu de inspiração para a sua criação. Triângulos equiláteros em alumínio brilhoso, presos uns aos outros, obtém um volume próximo à esfera: o icosaedro (composto por 20 faces). A estrutura portante para fixar as lâmpadas suporta por módulo de 3 a 10 unidades (bulbo transparente com o filamento visível, de 25 a 40W cada), se torna quase que invisível, ligada ou desligada.

O maior dos modelos da Taraxacum tem 200 lâmpadas incandescentes na sua estrutura.

ImagemImagemImagem

FUCSIA – 1996

Luminária suspensa, desenhada por Achille Castiglioni e parte do catálogo da Flos.

A ideia nasceu para resolver a questão de iluminar uniformemente, de maneira difusa e direta vários planos de diferentes dimensões.

O corpo da luminária apresenta no desenho a característica de poder ser usada sigularmente ou em composições múltiplas. O módulo é formado pelo porta lâmpada cilíndrico em metal. A lâmpada é protegida por um cone em vidro soprado transparente com a borda inferior acetinada para evitar o ofuscamente do usuário. Na base do cone um anel em silicone protege a luminária contra choques.

Quando em composição, uma estrutura em braços fixada no teto facilitam a instalação, dando o passo da modularidade do sistema e auxiliando nas conexões elétricas. O acendimento pode ser determinado de acordo com a necessidade do projeto, múltiplo, único ou com dimmer.

Imagem

DIABOLO – 1998
Luminária projetada por Achille Castiglioni e fabricada no mesmo ano pela Flos.
O corpo da luminária é em alumínio envernizado com sistema de regulagem -sobe-desce- escondido dentro de um cone, fixado no teto de onde através de uma ponta arredondada sai o conector elétrico que alimenta a lâmpada e sustenta o difusor em forma de outro cone.
A distância entres estes dois cones é variável, o que dá uma flexibilidade sobre os efeitos de luz, gerando novas percepções entre os volumes.

LED – desabafo de um lighting designer italiano

Hoje venho, através do nosso blog, transmitir um post do arquiteto e lighting designer italiano Giacomo Rossi, publicado no seu site Lux Emozione. Tive a oportunidade de conhecê-lo no evento sobre iluminação em que partipei em Como na Itália, no ano passado – você pode ler mais sobre ele neste post.

O assunto a ser abordado é o do momento: LED. Porém visto através do profissional da área de iluminação com todas as vantagens e facilidades da tecnologia (conforme divulgado na mídia) e as dificuldades reais para a sua instalação.

Dificuldades estas que não são exclusividade do mercado italiano. Infelizmente, ainda hoje para certas aplicações a substituição plena para o LED ainda tem como consequência uma boa dor de cabeça. Um pouco do assunto já foi abordado por nós anteriormente no post mudança de comportamento.

Mas vamos ao texto do Giacomo:

Caros amigos projetistas da luz, não sei se vocês já se dispuseram a utilizar a tecnologia LED nos seus trabalhos, talvez como alternativa às tradicionais lâmpadas. Bem, eu tive o prazer de usar recentemente esta tecnologia, em uma aplicação onde a questão não era somente a necessidade da alta eficiência luminosa, mas também uma alta performance em termos de reprodução de cor e possibilidade de escolher a temperatura de cor. Enfim, o resultado final é digno de comentário (ao menos ao meu ver), mas realmente, juro a vocês, foi muito complicado!

Um esforço enorme não tão ligado ao produto mas à tecnologia em si, que realmente, segundo o que penso, apresenta ainda algumas lacunas devido à falta de normas específicas. Fato este que não se deve ao mundo da elétrica e portanto da iluminação tradicional, mas específica da tecnologia LED e a sua evolução.

Temos que ser sinceros, LED e lâmpadas tradicionais (incandescentes, vapor metálico, etc) são dois mundo totalmente diferentes. É inútil esperar o mesmo resultado  obtido com uma e com a outra! Isto é, explicando melhor, é como a mudança da lâmpada incandescente com a halógena com o bulbo de vidro externo (que está substituindo a primeira), que hoje encontramos por tudo: ok a estética é idêntica mas o efeito, mesmo que muito próximo, não pode ser comparado.

Voltando aos problemas encontrados, adianto que as luminárias e produtos usados no caso em questão não são do último chinês que apareceu no comércio, porque como vocês bem sabem, o LED para funcionar corretamente precisa de uma boa dissipação e ter a alimentação adequada, senão adeus à vida média de 50.000h, adeus à alta performance luminotécnica, adeus garantia e muitos outros adeus. A utilização de um produto bem projetado é fundamental para aproveitar as características da luz na sua totalidade.

Se quisermos o único “problema” correspondente ao produto, é justamente na maneira de como operar por nós arquitetos da luz, ou seja, escolher o material mais adequado às exigências do projeto, seja em eficiência, estética e custo. Frequentemente isto nos leva a folhear muitos catálogos de fabricantes e utilizar vários fornecedores para chegar ao melhor resultado possível.

Tudo bem, só que, usar luminárias de fabricantes diferentes significa também LEDs de origens variadas, e logo, como aconteceu comigo, para chegar à seleção da “cor branca”, temperatura de cor de 3000K, que fossem parecidas entre os vários fornecedores, foram utilizados muitos recursos.

Não falemos da difícil avalição prévia feita ainda no escritório, considerando as fotometrias dos produtos LED que, ainda hoje, mesmo existindo uma norma específica, muito frequentemente vem “fotometrados” como se fossem luminárias com lâmpadas comuns.

Uma série de problemas que deixam um pouco mais difícil o trabalho do especialista da luz, que deve sempre manter-se informado, atualizado, comparando produtos, selecionando-os, etc, com muito mais dedicação do que uma vez, para oferecer a melhor solução e para chegar ao optimum final que todos desejam. Esperamos ao menos que todo este trabalho de especializações no campo aumente um pouco mais o nosso reconhecimento no mercado que muitas vezes reduz o projeto de iluminação em 4 pontos no papel (mas isto é uma outra história).

Enfim, apesar da tecnologia LED permitir alcançar resultados, seja do ponto de vista quantitativo, mas também qualitativo da luz, até poucos inesperados anos atrás, diria eu, existem ainda muitas questões a serem abordadas.

No post, o lighting designer Giacomo termina o artigo, falando sobre um workshop que será realizado na Itália, no final do mês de novembro, na sede da Entidade Americana de Certificação Elétrica UL. O título? LED – entre inovação e certificação – o papel do Lighting Designer.

Entrei em contato com os organizadores e este evento não será transmitido online. Será um momento em que os profissionais – construtores e arquitetos do setor da iluminação –  terão a oportunidade de se atualizar e informar, confrontando, questionando e discutindo o Lighting Design.

Quem, por acaso estiver passeando pela península, pode participar ao evento, que é gratuito, na sede da UL de Burago Molgora – o interessante é que ao final da jornada, uma visita guiada ao laboratório será feita. O programa você pode conferir aqui.

 

 

 

UM POUCO MAIS SOBRE GIACOMO ROSSI:

  • Arquiteto especializado em projeto luminotécnico e fundados do Luxemozione.com. De 1999 a 2009 colaborou com o estúdio Ferrara Palladino de Milão como responsável de projetação. Até julho de 2011 foi responsável do escritório de projetos de Milão da empresa Martini Iluminação. De 2011 é titular, juntamente com Maria Lia Ferraro do estúdio de projetos e assessoria de iluminação FerraroRossi Lighting Design. Além da atividade como arquiteto de iluminação, é autor de vários artigos em importantes revistas do setor da iluminação.

 

 

Light+Building 2012. impressões

Passado mais de um mês da última edição de Light+Building em Frankfurt, publico as minhas impressões.

O complexo da feira… TODOS os pavilhões tomados por expositores.

Este ano, mais do que novidades sensacionais em termos de inovação ou de design, a consolidação da tecnologia a LED dominou todos os stands.

Se nas edições passadas se tentava entender um pouco melhor o funcionamento do LED e o como mudar o modo de pensar para projetar as luminárias, a eficiência e a qualidade da emissão luminosa foi destaque em todas as empresas.

LÂMPADAS: 

No quesito tecnologia, Philips e Osram estão substituindo todos os tipos de lâmpadas para versões a LED, mantendo o mesmo soquete encontrado hoje no mercado. Isso facilita o público em geral em não precisar fazer uma troca forçada de todas as luminárias, por enquanto ainda em pequenos ambientes, residencial, hospitality ou retail. Vale lembrar que para alguns desses tipos – como lâmpadas com soquete GU5.3 ou G53, que substituiriam as lâmpadas halógenas dicróicas ou QR111, convêm pedir informações à fabricante da luminária em questão para saber se é possível instalar a nova lâmpada.

Stand da Osram, muita iluminação RGB!

Stand da Philips, como o da concorrente, apresentando o OLED entre os LEDs…

As lâmpadas a LED como alternativa para substituir as incandescentes e halógenas

LUMINÁRIAS TÉCNICAS:

Aqui vem parte do meu desapontamento da feira. Praticamente todas as empresas se concentraram tanto em entender e otimizar o LED, que acabaram esquecendo a evolução do design nas luminárias técnicas – outdoor, office e retail – e o resultado: luminárias IGUAIS, repetidas infinitamente nos pavilhões. A minha crítica maior é que uma das vantagens do LED, em ocupar menos espaço, foi totalmente esquecida. Considerando que quanto mais potente, maior o calor produzido (sim, LED também esquenta) e por isso maior deve ser a superfície de dissipação de calor, não vi grandes estudos sobre como resolver essa questão com um design inteligente. A “cara” das luminárias voltou aos anos 70.

o fechamento das luminárias técnicas utilizam a tecnologia dos primas para difundir melhor a luz sem ofuscar o usuário

iluminação com LED RGB

as diferentes temperaturas de cor do LED – do branco quente ao branco frio… qual vc prefere?

LUMINÁRIAS DECORATIVAS:

As principais fabricantes de luminárias decorativas lançaram poucos produtos originalmente novos. A eficiência energética tomou controle e muitas foram as versões a LED apresentadas. Interessante mas muito caro para o consumidor comum, já que essas versões consideram a troca total da luminária.

Merece destaque a luminária da Artemide IN-EI da sensação do momento no mundo fashion design: Issey Miyake. Por quê? Inteligência, praticidade, tecnologia, design e sustentabilidade colocadas juntas no mesmo objeto!

Inteligência: a sabedoria japonesa dos origamis aplicada na escala de uma luminária. Um módulo que se repete indistintamente com lógica, formando volumes espaciais.

Praticidade: partindo da idéia do origami, a luminária não é nada mais do que uma dobradura. O volume acaba se condensando em uma caixa alta 1cm.

Tecnologia: o material que remete ao papel de arroz e tem uma luz uniforme e difusa ao longo de todo o corpo não é nada mais que o estudo patenteado pelo designer de um material que tem o toque de um tecido, é um tipo de plástico resistente e impermeável, é lavável.

Design: origami, precisa dizer mais? Modernidade da tradição japonesa.

Sustentabilidade: o material plástico com o qual são desenvolvidas as luminárias provêm da reciclagem de garrafas PET. Ecologicamente correto.