2015 – O ano internacional da LUZ!

Pois bem, depois de um longo hiato no site, retomamos às atividades “iluminantes”!

O acaso fez com que, justamente em um período onde o Brasil enfrenta a escassez hídrica em diversas regiões e sofre com o aumento da taxa de energia elétrica – fatos que nos fazem voltar a nossa atenção para o quanto consumimos em W, logo também em iluminação – 2015 tenha sido eleito internacionalmente como o ano da LUZ.

IYL2015 – International Year of Light

O Ano Internacional da Luz é uma iniciativa global que tem como objetivo destacar a todos a importância da iluminação e suas tecnologias na vida de todos, como ela pode interferir no nosso futuro e no desenvolvimento da sociedade. É uma grande oportunidade para inspirar, educar e conectar todo o mundo sobre este tema!

Em 20 de dezembro de 2013 a UNESCO comunicou que o tópico para o ano de 2015 seria a ciência da luz e suas aplicações, reconhecendo a importância em aumentar a consciência global sobre como tecnologias da iluminação podem promover o desenvolvimento sustentável e buscar soluções para desafios mundiais nos campos da energia, educação, agricultura e saúde (eis que retornamos nossos pensamentos para a crise hídrica brasileira).

Como já publicamos diversas vezes, a luz é vital para o ser humano. IYL 2015 promoverá a divulgação para uma maior compreensão pública e política do papel da luz no mundo moderno, e celebrar diversas descobertas realizadas na área óptica desde os primeiros cursos mil anos atrás até a internet de hoje. Sociedades científicas, sindicatos, instituições educacionais, ONGs, profissionais do setor e fabricantes estão unidos nesta missão. São mais de 100 parceiros em mais de 85 países.

Com o secretariado localizado em Trieste, na Itália, a Cerimônia de Abertura foi realizada na UNESCO em Paris, nos dias 19 e 20 de janeiro, dando início a um ano repleto de eventos.

No Brasil o calendário está cheio! Separamos por cidades, todos podem participar: confira!

ANÁPOLIS, GO

16 a 19/09 – O Caminho da Luz

BELO HORIZONTE, MG

03/03 a 28/04 – Einstein e o 3º Milênio

04/03 a 25/03 – Teoria da Relatividade para não especialistas

05/03 a 30/04 – Introdução à Astrofísica

CURITIBA, PR

18 a 25/03 – Luz: por trás do bulbo 

28/09 a 02/10 – 24a Conferência Internacional de Sensores em Fibra Ótica

28/09 a 02/10 – Luz: por trás do bulbo

OURO PRETO, MG

23 a 27/02 – HF our window on the universe

PORTO ALEGRE, RS

19 a 20/05 – Estilo Luz Brasil 2015

21 a 24/10 – L-RO: Luz em ação

RIO DE JANEIRO, RJ

23 a 25/05 – 15a IPA: Bienal Internacional da Associação de Fotodinâmica

23 a 25/05 – SPIE Biofotônica América do Sul 

SÃO CARLOS, SP

01 a 25/07 – Kits de Luz e Óptica 

14 a 16/07 – Workshop Ano Internacional da Luz

16/07 – A luz e suas aplicações

17 a 18/07 – Show de Ciência do Ano Internacional da Luz

17 a 18/07 – O Ano Internacional da Luz para deficientes visuais

SÃO PAULO, SP

14 a 15/03 – Sundial UVimentro

15 a 19/08 – L-RO: Criando luz para a coexistência

17 a 21/08 – Semana da Luz no Brasil

No canal do Youtube, Lighting Designers, se pode encontrar mais de 50 vídeos que abordam como tema principal a Luz! Vale a pena dar uma olhada.

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A luz de Bruce Munro

Hoje vamos apresentar a arte de Bruce Munro.

Este artista britânico utiliza a luz como forma de expressão em sua arte e leva em consideração a interação humana como troca de experiências.

Bruce tem a tendência de usar componentes e materiais reutilizados de forma criativa, além de integrar tudo isso com o manuseio da luz. Com isso ele nos traz obras de arte temporárias porém que ficam marcadas para sempre pela sua beleza.

Clique nas imagens abaixo para visualizar a obra de Bruno :

Mas qual lâmpada?

A ASSIL – Associação Italiana dos Produtores de Iluminação – disponibilizou um site muito interessante e que julgamos pertinente para ser traduzido e apresentado ao público brasileiro.

http://www.lampadinagiusta.it

Com um nome autoexplicativo do site – lâmpada correta – a associação fez um artigo que visa esclarecer em geral os tipos de lâmpadas e em que caso um é mais apto do que outro conforme a finalidade.

Informação necessária para termos a consciência, no momento em que precisamos trocar a lâmpada, seja pela queima ou quando pensamos em melhorar o nosso espaço, qual produto escolher.

Afinal, como já escrevemos em alguns posts passados, quanto maior a nossa cultura sobre os produtos de iluminação, melhor será a nossa qualidade de vida!

As características principais são separadas em 3 categorias:

  1. Características físicas
  2. Tecnologia
  3. Desempenho

1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

  • Base – conexão

A base da lâmpada permite a conexão da mesma com o soquete. Existe uma infinidade de bases, de nomenclatura internacional, sendo as mais utilizadas as seguintes:

E27 – o tradicional soquete da lâmpada incadescente, halógena PAR, fluorescente compacta eletrônica e agora, das lâmpadas de led.

GU5.3  – soquete da lâmpada halógena dicróica

  • Forma e dimensão

Hoje em dia, encontramos lâmpadas nas formas mais variadas possíveis. E por isso mesmo, pensando no momento atual do mercado – com a eliminação de alguns modelos de incandescentes e halógenas – o “retrofit” faz com que os fabricantes garantam a substituição por novas tecnologias, também com base na dimensão para serem adaptadas nas luminárias existentes.

IMPORTANTE:

As novas lâmpadas, mesmo emitindo a mesma quantidade de luz respeito a uma lâmpada convencional, podem haver dimensões (altura e diâmetro) diferentes. O que implica isto? Dependendo esta diferença, a lâmpada não se encaixa na luminária existente em casa.

As dimensões se tornaram mais um elemento a ser avaliado no momento da compra-troca de uma lâmpada. Deve-se ter atenção e as fabricantes devem reportar na embalagem essas características.

  • TENSÃO DE ALIMENTAÇÃO

Por ‘LUMINÁRIA’ vamos tratar o dispositivo elétrico (spot, projetor, arandela, pendente, abajur, lustre) que faz funcionar uma ou mais lâmpadas. Cada tipo de luminária é projetada de forma a considerar as especificações de uma determinada lâmpada. Por isto, é sempre importante conferir na hora da compra as características desta luminária.

127V, 220V ou 12V?

Um dos primeiros itens a ser considerado no momento da escolha da luminária é a tensão de alimentação elétrica. Muitas funcionam com tensão de rede, variando entre 127V (encontrada nas metrópoles brasileiras) e 220V (encontrada em todo o país) ou a 12V (baixa tensão).

Antes da vinda do LED, as lâmpadas mais comuns que funcionavam a baixa tensão eram as incadescentes e halógenas, particularmente as de soquete G4, GU4, GU5.3, GX5.3, GY6.35. Hoje você encontra soluções com tecnologia LED capazes de substituir estas. O importante é sempre saber a proveniência e qualidade do produto.

Já existe na Europa a preocupação de colocar nas embalagens das lampLEDs a informação de qual lâmpada estaria sendo substituída pelo produto, de forma a evitar uma aquisição errônea.

2. TECNOLOGIA

Desde junho de 2012, o Brasil decidiu seguir o restante do mundo e aposentar gradualmente as lâmpadas incandescentes. A motivação principal é o fato de que a eficiência energética (quantidade de potência em W necessária para produzir uma quantidade de luz em lúmens) ser muito modesta.

Para preencher a lacuna que as lâmpadas incandescentes deixarão no mercado, nos últimos anos as fabricantes procuraram desenvolver novas tecnologias para garantir uma maior eficiência energética. Desta forma, consumindo menos potência, as lâmpadas de nova geração contribuem para a redução de CO2 na atmosfera.

Na imagem abaixo se pode conferir as etapas para a eliminação total de produção, distribuição e venda das lâmpadas incandescentes.

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A eficiência energética das lâmpadas é classificada como os eletrodomésticos, CLASSE A, CLASSE B, CLASSE C, etc, de forma a auxiliar o consumidor a entender qual lâmpada consome mais energia elétrica e qual rende mais.

As tecnologias existentes hoje no mercado mais populares para o uso doméstico, são:

  • HALÓGENAS

Da família das lâmpadas incandescentes, as halógenas também tem filamento. A grande diferença é a presença de gás halogênio que permite ao filamento de tungstênio atingir temperaturas mais elevadas, emitindo mais luz e maior duração se compararmos com a ‘prima mais velha’ incandescente.

Por atingir temperaturas muito altas pela sua característica, as halógenas NÃO devem ser tocadas enquanto ligadas.

As halógenas estão disponíveis nas formas clássicas de gota, esfera, vela e linear como emissão luminosa geral e com refletor alumínio ou dicroico como emissão luminosa direcionada, com a opção de diversos fachos de abertura.

O seu funcionamento pode ser em tensão de rede ou a baixa tensão, normalmente 12V. A diferença principal para a existência de formas diferentes de alimentação é que a tensão de rede, seja 127V ou 220V não exige nenhum tipo de acessório para completar o seu funcionamento, basta conectar a lâmpada no soquete da luminária. A baixa tensão, 12V, exige o uso de um transformador que converte a tensão de rede para os 12V. Apesar da desvantagem de necessitar de um acessório, os pontos positivos são a redução de choques elétricos mortais e a maior durabilidade da lâmpada que pode chegar a 5x mais do que uma lâmpada incandescente tradicional.

A maior parte das lâmpadas halógenas podem ser controladas e reguladas diretamente no interruptor sem problemas. Para a versão à baixa tensão, o transformador deve ser compatível com o dimmer.

O dimmer, representado na imagem acima, é o dispositivo – botão ou toque – que regula a intensidade da luz ao invés de simplesmente ligar e desligar a luz como um interruptor normal.

  • FLUORESCENTES COMPACTAS ELETRÔNICAS

As famosas lâmpadas econômicas representam um tipo da tecnologia fluorescente. A característica desta família é a presença de um pó fluorescente no interior do tubo de vidro da lâmpada que em conjunto com gases nobres e uma pequena quantidade de mercúrio, emite luz após uma descarga elétrica. A composição química do pó fluorescente determina a cor da luz e a qualidade dela na reprodução de cor dos objetos iluminados.

Com base E14 e E27, elas surgiram como alternativa às lâmpadas incandescentes, tendo dentro da base plástica o alimentador eletrônico miniaturizado. Devido à necessidade de ter este alimentador para funcionar em tensão de rede, NEM TODOS OS MODELOS SÃO COMPATÍVEIS COM O DIMMER TRADICIONAL.

A lâmpada fluorescente compacta com reator integrado ficou conhecida como lâmpada econômica porque foi uma das primeiras da geração de fontes luminosas com baixo consumo energético para a iluminação.

  • LAMPLED

Esta é a tecnologia mais moderna para iluminação, disponibilizada amplamente no mercado. As LAMPLEDs são da família do LED mas já com forma, dimensão e soquete compatíveis com as lâmpadas tradicionais. Elas utilizam no seu interno o microcomponente optoeletrônico que dá o nome à tecnologia – Lighting Emitting Diode.

Tecnologia descoberta na década de 60, utilizada inicialmente dentro de produtos eletrônicos, o LED foi desenvolvido para o ramo da iluminação a partir de 2000, quando teve um salto na eficiência energética.

Uma das grandes vantagens é a durabilidade muito maior das demais tecnologias, claro que desde que seja instalada e mantida nas condições adequadas. O acendimento imediato e a dimensão diminuta faz com que esta tecnologia tenha um nicho exclusivo de utilizo.

A cor da luz branca do LED inicialmente vinha a partir da combinação de LEDs coloridos RGB – vermelho, verde e branco – o que resultava em diversas tonalidades de branco – do mais azulado (frio) ao mais amarelado (quente) – porém não satisfatória para um uso indiscriminado já que produzia sombras fragmentadas coloridas.

Utilizando fósforos, assim como a tecnologia que vimos anteriormente, a fluorescente, sobre um LED azul, podemos obter a luz branca com a qual estamos habituados.

IMPORTANTE:

Nem todas as lâmpadas de LED são compatíveis com os dimmers tradicionais. 


3. DESEMPENHO

  • QUANTA LUZ A LÂMPADA EMITE?

O lúmen (lm) é a unidade de medida para o fluxo luminoso de uma lâmpada, ou seja, é a quantidade de luz emitida por ela.

Saber quantos lúmens são emitidos é importante para entender a quantidade de luz que a lâmpada produz e se é ou não de acordo com o que o consumidor está procurando.

Uma lâmpada incadescente de 100W tem um fluxo de cerca de 1400lm, enquanto que uma de 60W tem 740lm.

  • EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

A eficiência é a relação do fluxo luminoso (lúmen) de uma lâmpada pela potência (watt) que esta emprega ao ser ligada.

É o parâmetro encontrado de classificação da eficácia de uma lâmpada, independente da tecnologia utilizada. Quanto maior fluxo e menor a potência, mais eficiente é a lâmpada.

  • ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR (IRC)

As cores que vimos sob uma luz aritificial é a relação da emissão da luz e a sua característica em reproduzir fielmente a cor do objeto que nela incide.

Como padrão, o SOL  é a única fonte luminosa que reproduz com uma fidelidade perfeita de 100% as cores de tudo o que vimos. Por exemplo, se uma lâmpada tem como característa a reprodução entre 90 e 100%, a sua qualidade é ótima. Quanto mais baixo o índice indicado pela fabricante, mais comprometida fica a visualização e diferenciação das cores.

  • TONALIDADE DA LUZ – TEMPERATURA DE COR

A temperatura de cor indica a tonalidade da luz emitida pela lâmpada. A unidade de medida é feita em grau Kelvin (K). É por causa desta característica que falamos de uma luz ser ‘fria’, ‘morna’ ou ‘quente’. Já escrevemos sobre o assunto no post Esse tal de Kelvin.

Uma lâmpada halógena varia de 2500 a 3100K, dependendo do modelo, o que dá o tom mais amarelado da sua emissão.

Uma lâmpada fluorescente compacta pode ser 2700K ou 6500K, conforme os padrões disponíveis no mercado, e por isto a primeira é amarelada e a segunda é azulada.

A extensão do artigo acabou se tornando longa, porém espero que você, leitor, tenha não só desfrutado do conteúdo como também absorvido uma parte das informações.

Estas são somente a base mais sintética possível para aproximar o consumidor, esclarecendo melhor as tecnologias mais usadas a níveis domésticos. Em um futuro próximo, estaremos disponibilizando mais conteúdo com a finalidade de formar uma cultura da luz, gerando mais esclarecimentos por parte de todos e difundindo a importância da percepção dos espaços através da iluminação, natural e/ou artificial.

O Mestre da Luz

Codinome dado para Henning Larsen, arquiteto dinamarquês, por utilizar nos seus projetos como um dos elementos fundamentais a iluminação natural e artificial. Por que ele está tendo o seu espaço no blog? No dia 22 de junho, aos 87 anos, Larsen faleceu enquanto dormia.

Mas vamos homenageá-lo mostrando as suas melhores obras! Afinal, deste mundo nada se leva!

Até hoje, poucos são os arquitetos que realmente conseguem dominar com maestria e qualidade todas as condicionantes para a excelência na projetação.

Contando com mais de 200 profissionais ao seu dispor no seu escritório baseado em Copenhagen, Larsen era responsável por desenvolver projetos em todo o mundo.

De traços característicos, assim como Niemeyer, este ano uma de suas últimas obras finalizadas, a Harpa Concert Hall and Conference Centre, ganhou o prêmio Mies Van der Rohe 2013. O projeto, situado na cidade de Reykjavík da Islândia, conta com a  colaboração da empresa local de arquitetura, arquitetos Batteríið e se inaugurou em agosto de 2012.

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Transparência, luz e natureza foram os conceitos chave para o projeto.

A obra, localizada entre a terra e o mar, se destaca por refletir a paisagem – porto e céu – e a animação da cidade. As auroras boreais e a dramaticidade da natureza da Islândia serviram de inspiração para o projeto.

As montanhas maciças aparecem formalmente nas salas, formando um forte contraste com a fachada expressiva e aberta. A maior sala, a sala principal de concertos, se localizada no centro.

As fachadas foram elaboradas com a colaboração entre Henning Larsen Architects e Olafur Eliasson (sim! ele novamente aqui entre nós) e a empresa de engenharia RambøllArtEngineeringGmbH . A fachada sul, por exemplo, é feita em vidro e aço com um sistema geométrico modular de mais de 1000 módulo,  Semelhante a um caleidoscópio de cores.

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Harpa_Concert_Hall_02

Harpa_Concert_Hall_05

imagens do site Henning Larsen Architects

Euroluce 2013: Preview

Faltando poucos dias para a feira bienal de iluminação, pipocam imagens e informações sobre produtos que serão apresentados.

Entrando no clima de posts anteriores, como a dica em o que está por vir: Most Salone e unido à tridimensionalidade discutida em luz e sombra no papel, eis que uma luminária chamou a minha atenção.

WALL SHADOW – Omikron

Reproduzindo o texto da empresa italiana:

a luminária é um projeto híbrido entre arte e design, que nasceu da pesquisa contínua sobre a tridimensionalidade de superfícies por Kalpakian. O sinal gráfico se transforma em uma textura que se ilumina através da tecnologia LED posicionada no interno dos vários elementos que compões o objeto, criando um verdadeiro quadro de sombras.

Complicado? Basta olhar as imagens para entender perfeitamente!

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imagem reproduzida do portal Lightingbit

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imagem reproduzida do portal Lightingbit

O idealizador, Charles Kalpakian, nascido no Líbano e de pouco mais de 30 anos, vem se destacando nos últimos anos no cenário internacional do design, como nas Design Week de Milão e Paris.

Charles Kalpakian merece ficar sob a nossa atenção!

MAIS

http://www.omikrondesign.com

http://www.lightingbit.com

Horário de verão: seja bem-vindo!

Muito bem, hoje entrou em vigor o que, nós aqui no Brasil, chamamos de horário de verão.

Por que este nome?

A pergunta é relativamente óbvia: o horário é adotado durante o verão, porque nas regiões mais distantes do Equador, os dias são mais longos.

Se vocês olharem no mapa abaixo, dá para ver esta relação diretamente aplicada. As regiões próximas à linha do Equadro acabam tendo pouca interferência durante o ano inteiro entre a duração do dia e da noite. Logo, colocar em prática a mudança de horário não tem muito fundamento.

Em azul, os países que aplicam o horário de verão. Em laranja, aqueles que já utilizaram o recurso mas hoje em dia não está em vigor. Em vermelho, aqueles que nunca aderiram.

Sempre recebendo a explicação da economia efetiva no consumo elétrico, fico me perguntando: mas como e quando decidiram pular 1h de uma nação inteira? (medida muito corajosa, eu diria!)

1784. Antes mesmo que existisse a energia elétrica – e consequente problema de horários de pico – Benjamin Franklin, político e inventor americano, teve a ideia de adiantar o relógio em uma hora para aproveitar melhor as horas de sol. Porém ele não conseguiu sensibilizar o governo dos Estados Unidos. Teve o seu artigo publicado também na França, ressaltando a possível economia em cera de vela, sem resultados efetivos.

1907. Mais de 100 anos depois, na Inglaterra, o construtor William Willett – integrante da Sociedade de Astronomia Real –  tentou persuadir a sociedade. A motivação: haver mais tempo para o lazer, reduzir a criminalidade e reduzir o consumo de luz artificial. Também sem sucesso.

1916. A Alemanha entra para a História como o primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão. Reparem na data, durante a Primeira Guerra Mundial eles decidiram adiantar o ponteiro do relógio para economizar o carvão!

Pegando a onda da Alemanha, outros países europeus – envolvidos na Guerra – e também os Estados Unidos, acabaram adotando a medida nos anos seguintes.

1931. O Brasil passa a seguir a medida, visando a economia no consumo de energia elétrica. Abaixo você confere a advertência do Observatório Nacional.

1932, O decreto

Aqui, foi estabelecida como regra, a adoção do horário de verão a partir do terceiro domingo de outubro até o terceiro domingo de fevereiro, com exceção do ano em que o feriado de Carnaval cai no mesmo domingo. Um evento talmente importante tem a capacidade de adiar para mais uma semana o horário de verão!

Como curiosidade, a confusão acontece quando os Estados que não aplicam a medida – a maior área territorial do Brasil fica próximo ao Equador – tem que adaptar os programas de televisão para não alterar o dia-a-dia da população.

 

Energitismo. O Manifesto

 

O blog aborda principalmente a iluminação – natural e artificial. Porém a segunda não pode existir sem o elemento base: a energia. E é por esta mesma, hoje em dia tão em voga com as fontes renováveis, que eu venho escrever a matéria de hoje.

SIm, o nome é estranho mas você pode conferir no site do próprio movimento energitismo.org.

A ideia é a vontade de colocar em prática o que várias pessoas com certeza já pensaram:

Porque as tecnologias de energia devem ser sem rosto, sem identidade e sem dignidade? Por que a maioria das usinas de energias renováveis devem ser consideradas pouco atraentes? Por que elas são tratadas como pragas que infestam as nossas casas?

O movimento, criado por Claudia Bettiol, visa uma nova tecnologia filosófica. Como? Chamando a atenção de designers, artistas, arquitetos e afins, porque “cada artefato deve ser o fruto de três qualidades: ser estrutural, funcional e estético.”

Eu por exemplo, já me peguei pensando porque certas coisas que nos são úteis todos os dias não são pensadas com um design inteligente. Afinal, qualquer máquina ou objeto para executar bem a sua função não precisa ser feio. O ser humano é dotado da visão e é através dela que detectamos o belo e o feio. E muitos estudos comprovam, o belo nos faz bem.

Por enquanto, praticamente todas empresas que estão investindo na produção de fontes de energias renováveis estão preocupadas no sistema, esquecendo a forma final. Olhanda para a História da Humanidade, uma civilização bem sucedida o foi ao seu tempo porque conseguiu conciliar todas as três características.

Em outubro, o desafio lançado pelo Manifesto ganhará vida na Bienal em Vicenza com o “Energitismo Exhibition”. Entre os artistas que irão participar estarão:

  • Orproject, escritório de arquitetura e design de Londres.
  • Luisa Elia, artista italiana de Lecce.
  • Alberto Tessaro, comandando a Enessere.
  • Fabrizio Borello, desenvolvedor de construções renováveis.
  • Jeroen Verhoeven.
  • Simone Giostra, arquiteto do escritório Giostra&Partners especializado em projetos de arquitetura sustentável
  • Theo Jansen, artista holandês.

Abaixo seguem algumas imagens do que está se propondo no momento:

Stuttgart University.

Solar Tree by Ross Lovegrove. Artemide. Poste urbano a LED com painéis solares.

energia eólica: Simen Super 4 8iRm

Aeroporto de Marrakesh.

detalhe das zenitais.

Solar Balloon

Assim como o tema deste blog, o homem é energia pura, intensa e dinâmica. Somos nós quem desenvolvemos a tecnologia e as cidades. Devemos vivê-las com a plenitude que elas nos oferecem e tornando o nosso modo de viver “renovável” em também bonito, agradável aos olhos.

E para finalizar essa iniciativa mais do que bem pensada, se pode concluir com uma citação de Einstein, muito objetiva para este manifesto e o momento que vivemos hoje:

“Não podemos ter a pretensão de que as coisas mudem se continuamos a fazê-las da mesma maneira. A crise é a melhor coisa que pode acontecer às pessoas e a inteiros países porque é a crise que traz o progresso.

A criatividade nasce da ânsia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nasce a invenção, a descoberta e as grandes estratégias.

Quem supera a crise supera a si mesmo sem ser superado. Quem atribui a suas perdas e erros à crise, violenta o próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções.

A verdadeira crise é a crise da incompetência. O erro das pessoas e dos países é a preguiça de procurar por soluções.

Sem crise não existem desafios, sem desafios a vida é rotina, uma lenta agonia. Sem crise não existem méritos. É na crise que o melhor de cada um de nós aflora poque sem crise qualquer vento é um carinho.

Falar de crise é criar movimento; acomodar-se nela exalta o conformismo. Ao invés disso, vamos trabalhar duro! A única crise ameaçadora é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

Albert Einstein (1879-1955).

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