Energitismo. O Manifesto

 

O blog aborda principalmente a iluminação – natural e artificial. Porém a segunda não pode existir sem o elemento base: a energia. E é por esta mesma, hoje em dia tão em voga com as fontes renováveis, que eu venho escrever a matéria de hoje.

SIm, o nome é estranho mas você pode conferir no site do próprio movimento energitismo.org.

A ideia é a vontade de colocar em prática o que várias pessoas com certeza já pensaram:

Porque as tecnologias de energia devem ser sem rosto, sem identidade e sem dignidade? Por que a maioria das usinas de energias renováveis devem ser consideradas pouco atraentes? Por que elas são tratadas como pragas que infestam as nossas casas?

O movimento, criado por Claudia Bettiol, visa uma nova tecnologia filosófica. Como? Chamando a atenção de designers, artistas, arquitetos e afins, porque “cada artefato deve ser o fruto de três qualidades: ser estrutural, funcional e estético.”

Eu por exemplo, já me peguei pensando porque certas coisas que nos são úteis todos os dias não são pensadas com um design inteligente. Afinal, qualquer máquina ou objeto para executar bem a sua função não precisa ser feio. O ser humano é dotado da visão e é através dela que detectamos o belo e o feio. E muitos estudos comprovam, o belo nos faz bem.

Por enquanto, praticamente todas empresas que estão investindo na produção de fontes de energias renováveis estão preocupadas no sistema, esquecendo a forma final. Olhanda para a História da Humanidade, uma civilização bem sucedida o foi ao seu tempo porque conseguiu conciliar todas as três características.

Em outubro, o desafio lançado pelo Manifesto ganhará vida na Bienal em Vicenza com o “Energitismo Exhibition”. Entre os artistas que irão participar estarão:

  • Orproject, escritório de arquitetura e design de Londres.
  • Luisa Elia, artista italiana de Lecce.
  • Alberto Tessaro, comandando a Enessere.
  • Fabrizio Borello, desenvolvedor de construções renováveis.
  • Jeroen Verhoeven.
  • Simone Giostra, arquiteto do escritório Giostra&Partners especializado em projetos de arquitetura sustentável
  • Theo Jansen, artista holandês.

Abaixo seguem algumas imagens do que está se propondo no momento:

Stuttgart University.

Solar Tree by Ross Lovegrove. Artemide. Poste urbano a LED com painéis solares.

energia eólica: Simen Super 4 8iRm

Aeroporto de Marrakesh.

detalhe das zenitais.

Solar Balloon

Assim como o tema deste blog, o homem é energia pura, intensa e dinâmica. Somos nós quem desenvolvemos a tecnologia e as cidades. Devemos vivê-las com a plenitude que elas nos oferecem e tornando o nosso modo de viver “renovável” em também bonito, agradável aos olhos.

E para finalizar essa iniciativa mais do que bem pensada, se pode concluir com uma citação de Einstein, muito objetiva para este manifesto e o momento que vivemos hoje:

“Não podemos ter a pretensão de que as coisas mudem se continuamos a fazê-las da mesma maneira. A crise é a melhor coisa que pode acontecer às pessoas e a inteiros países porque é a crise que traz o progresso.

A criatividade nasce da ânsia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nasce a invenção, a descoberta e as grandes estratégias.

Quem supera a crise supera a si mesmo sem ser superado. Quem atribui a suas perdas e erros à crise, violenta o próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções.

A verdadeira crise é a crise da incompetência. O erro das pessoas e dos países é a preguiça de procurar por soluções.

Sem crise não existem desafios, sem desafios a vida é rotina, uma lenta agonia. Sem crise não existem méritos. É na crise que o melhor de cada um de nós aflora poque sem crise qualquer vento é um carinho.

Falar de crise é criar movimento; acomodar-se nela exalta o conformismo. Ao invés disso, vamos trabalhar duro! A única crise ameaçadora é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

Albert Einstein (1879-1955).

fonte:

 

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Vivid Sydney!

Neste post temos a colaboração da Arq. Fernanda Tissot no nosso blog! Ela nos conta a sua experiência durante o festival Vivid Sydney, na Austrália, onde, é claro, a luz teve um papel fundamental. As fotos são crédito do fotógrafo Guilherme Jordani.

 Segue o relato da Fer:

Durante o período que estive em Sydney aconteceu o 4º festival de música, luz e arte, o Vivid Sydney. Esse festival ocorre anualmente e envolve toda a cidade e seus principais pontos turísticos. Os espaços públicos ganham uma nova roupagem por meio de projeções de luz, espetáculos de música e performances teatrais. E o mais interessante é a interações dos visitantes com essas atrações, que muitas vezes, literalmente, convidam o público a participar e interagir.

Cidade iluminada e colorida para o Festival Vivid Sydeny – ©Guilherme Jordani

Diversas performances aconteceram no centro da cidade durante o festival, todas envolvendo luz e música, como bicicletas em formato de peixes iluminados, que garantiam ainda mais a interação do público.

Bicicletas em forma de peixes iluminados pela cidade – foto do site do evento

Escritórios de lighting design do mundo todo são convidados a participar e dão uma caracterização cênica especial aos monumentos, que são transformados em gigantescas telas de pintura ou cinema. A energia é contagiante e mesmo com a temperatura baixa e ventos típicos da cidade australiana, uma multidão se instala na baía para apreciar o evento.

A Opera House foi transformada pelo premiado escritório alemão, Urbanscreen, em palco para a projeção 3D de uma menina que rolava sob as suas conchas acústicas. Em sincronia com a música, a cobertura da Opera parecia voar com o vento que soprava da baía. Simplesmente incrível.

Opera Houve – ©Guilherme Jordani

Já o Museum of Contemporary Art (MCA), teve projeções coloridas e interativas ao som de música eletrônica.

Projeções nas fachadas – ©Guilherme Jordani

Fernanda Tissot, é arquiteta e diretora da empresa Luxion Iluminação – http://www.luxion.com.br/

Guilherme Jordani, é fotógrafo da JJordani Fotografia e possui um banco de imagens na internet – http://www.jojoimagens.com.br/

http://www.vividsydney.com/