Capela Sistina: o que está por vir em 2014

A fabricante de lâmpadas, luminárias e acessórios Osram está providenciando a iluminação da Capela Sistina no Vaticano com uma nova solução em LED. Depois de 500 anos, a grande obra de arte poderá ser vista em um nível de detalhamento inédito, e a instalação especial para conservar a obra-prima dará maiores níveis de iluminância. Além disto, o sistema terá uma redução de 60% no consumo energético comparado ao sistema de iluminação atual.

A arte exige a melhor e mais eficiente iluminação. Seguindo a iluminação especial realizada para o Museu Lenbachhaus  em Munique, os famosíssimos afrescos da Sistina agora ganharão a mesma luz, contando sempre com a autoridade da Osram para integrar a experiência de acordo com as especificações.

Ao longo do próximo ano, cerca de 7000 LEDs serão distribuídos de forma a iluminar uniformemente a Capela Sistina de modo a mostrar a totalidade dos detalhes das pinturas. O espectro de cor foi feito especialmente, baseado cientificamente para reproduzir com alta precisão os pigmentos coloridos da obra de Michelangelo.

As luminárias serão instaladas de forma invisível aos olhos dos visitantes, entre as janelas para que a luz artificial tenha a mesma direção da luz natural. Até hoje, os afrescos da Capela Sistina eram pouco visíveis pois dependiam da intensidade luminosa da luz solar.

O quesito de conservação e a proteção do trabalho de arte nortearam o conceito do projeto, e a nova solução em LED encontrada é significantemente mais eficiente do que qualquer outro tipo de iluminação artificial. A iluminância de aproximadamente 50 a 100 lx representam 10x mais luz do que o sistema atual, e portanto, todos os aspectos dos afrescos poderão ser claramente visíveis com o menor processo de desgaste possível.

Além disto, a qualidade da iluminação e a redução considerável de 60% no sistema de iluminação são outros aspectos fundamentais do projeto.

O projeto-piloto, nomeado LED4Art é subsidiado pelo PSP-CIP, que pretende demonstrar as novas possibilidades de tecnologia para o LED, além do seu consumo menor em relação às outras tecnologias e maior qualidade de luz para abrir as portas do mercado a esta tecnologia. Além da organização europeia e da Osram, a Universidade de Pannonia da Hungria, o Instituto de Pesquisa em Energia da Catalunha da Espanha e a Faber Technica da Itália estão participando deste projeto.

 

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 Fonte: Osram – Copyright

 

Light+Building 2012. impressões

Passado mais de um mês da última edição de Light+Building em Frankfurt, publico as minhas impressões.

O complexo da feira… TODOS os pavilhões tomados por expositores.

Este ano, mais do que novidades sensacionais em termos de inovação ou de design, a consolidação da tecnologia a LED dominou todos os stands.

Se nas edições passadas se tentava entender um pouco melhor o funcionamento do LED e o como mudar o modo de pensar para projetar as luminárias, a eficiência e a qualidade da emissão luminosa foi destaque em todas as empresas.

LÂMPADAS: 

No quesito tecnologia, Philips e Osram estão substituindo todos os tipos de lâmpadas para versões a LED, mantendo o mesmo soquete encontrado hoje no mercado. Isso facilita o público em geral em não precisar fazer uma troca forçada de todas as luminárias, por enquanto ainda em pequenos ambientes, residencial, hospitality ou retail. Vale lembrar que para alguns desses tipos – como lâmpadas com soquete GU5.3 ou G53, que substituiriam as lâmpadas halógenas dicróicas ou QR111, convêm pedir informações à fabricante da luminária em questão para saber se é possível instalar a nova lâmpada.

Stand da Osram, muita iluminação RGB!

Stand da Philips, como o da concorrente, apresentando o OLED entre os LEDs…

As lâmpadas a LED como alternativa para substituir as incandescentes e halógenas

LUMINÁRIAS TÉCNICAS:

Aqui vem parte do meu desapontamento da feira. Praticamente todas as empresas se concentraram tanto em entender e otimizar o LED, que acabaram esquecendo a evolução do design nas luminárias técnicas – outdoor, office e retail – e o resultado: luminárias IGUAIS, repetidas infinitamente nos pavilhões. A minha crítica maior é que uma das vantagens do LED, em ocupar menos espaço, foi totalmente esquecida. Considerando que quanto mais potente, maior o calor produzido (sim, LED também esquenta) e por isso maior deve ser a superfície de dissipação de calor, não vi grandes estudos sobre como resolver essa questão com um design inteligente. A “cara” das luminárias voltou aos anos 70.

o fechamento das luminárias técnicas utilizam a tecnologia dos primas para difundir melhor a luz sem ofuscar o usuário

iluminação com LED RGB

as diferentes temperaturas de cor do LED – do branco quente ao branco frio… qual vc prefere?

LUMINÁRIAS DECORATIVAS:

As principais fabricantes de luminárias decorativas lançaram poucos produtos originalmente novos. A eficiência energética tomou controle e muitas foram as versões a LED apresentadas. Interessante mas muito caro para o consumidor comum, já que essas versões consideram a troca total da luminária.

Merece destaque a luminária da Artemide IN-EI da sensação do momento no mundo fashion design: Issey Miyake. Por quê? Inteligência, praticidade, tecnologia, design e sustentabilidade colocadas juntas no mesmo objeto!

Inteligência: a sabedoria japonesa dos origamis aplicada na escala de uma luminária. Um módulo que se repete indistintamente com lógica, formando volumes espaciais.

Praticidade: partindo da idéia do origami, a luminária não é nada mais do que uma dobradura. O volume acaba se condensando em uma caixa alta 1cm.

Tecnologia: o material que remete ao papel de arroz e tem uma luz uniforme e difusa ao longo de todo o corpo não é nada mais que o estudo patenteado pelo designer de um material que tem o toque de um tecido, é um tipo de plástico resistente e impermeável, é lavável.

Design: origami, precisa dizer mais? Modernidade da tradição japonesa.

Sustentabilidade: o material plástico com o qual são desenvolvidas as luminárias provêm da reciclagem de garrafas PET. Ecologicamente correto.

Luminale 2012. contagem regressiva

Paralelamente à feira Light+Building, sobre a qual escrevi nos últimos dias neste post, há 5 edições, Frankfurt e região abriga o evento urbano Luminale.

São instalações luminosas encontradas em diversos pontos das cidades, na rua ou em edifícios históricos, abertos à visitação do público internacional que ali se encontra para a feira. Para facilitar, a prefeitura de Frankfurt am Main coloca à disposição linhas de ônibus que faz o circuito deste evento pela cidade. Como citei, não se trata só de Frankfurt, então para quem não tem carro, têm ônibus que levam os turistas às outras cidades participantes da Luminale. A curadora do evento, Helmut Bien espera cerca de 140.000 visitantes diretos e mais 3 milhões de visitantes ocasionais.

Vamos aos números: chegando à 6ª edição em paralelo ao Light+Building, este ano serão cerca de 170 instalações e intervenções luminosas, colocando a Luminale no patamar mais elevado dos festivais de design e arquitetura da Europa. 100 delas se encontrarão em Frankfurt, tendo o centro das atrações no Jardim Botânico Palmengarten. Outras cerca de 40 instalações poderão ser vistas em Offenbach, nas áreas de Heyne Fabrik, nos bancos do rio Main e no centro histórico Mainz.

A Zumtobel será patrocinadora de um “barco de luz”, uma instalação interativa ancorada próxima ao Städel Museum, criada pela Mainz University of Applied Sciences.

Claro a projeção digital nas fachadas mais importantes da cidade não deixarão de faltar. Próximo ao Senckenberg Natural History Museum, os visitantes poderão participar da instalação luminosa e sonora desenvolvida por Philipp Geist. As fachadas do Zeil-Galerie ao Sparda Bank, no Tower 185 e no Tishman Speyer terão inúmeras intervenções.

Na prática, a vantagem de patrocinar essas instalações faz com que se explore ao máximo toda a tecnologia do campo da iluminação. Controle e gestão da luz, sensores e softwares serão testados durante a feira. Dessa forma, no futuro todos estes sistemas poderão ser utilizados para favorecer a população a ter uma iluminação mais eficiente, seja em qualidade, seja em eficiência energética.

Em termos de “energia verde”, a atenção estará voltada para o OLED – Organic LEDs. Material que está sendo pesquisado nos últimos 5 anos e que deu o prêmio “Germain Future” ao Fraunhoffer Institute em 2011.

Uma das instalações previstas será Ovo, parceria belga do estúdio ACT Lighting design  e do escultor Odeaubois, como eles mesmos definem:

A sensory experience to live, in the heart of a luminous egg, symbol of birth, unity and perfection. An installation by ACT lighting design (lighting & scenography) and Odeaubois (sculpture). The purpose of OVO is to offer an art object, global and multi-sensory in scope, to which a dimension of a luminous event is added, provided by the plays of light and the visual and acoustic animations. The visitor is invited to walk on the water to reach the interior, as if to vanish into a metaphysical mist. The watery surface reflects the egg-like structure, the lighting, and also the silhouettes of the visitors which bring the surface to life by their passage. Seen from inside, the sense of intensity, of being drawn towards the sky, underlines the dynamism conveyed by the forms of the structure.

Para quem conseguir dar uma passada lá, ou estiver interessado no que o evento oferecerá este ano, no final de março foi divulgado o programa no site http://www.luminale.de.