Luminale 2012 no Jardim Botânico

Estando a trabalho na maior feira bienal de iluminação acaba não dando muito tempo para aproveitar a cidade e eventos pós-feira.

Pois bem, remexendo nas minhas fotos encontrei algumas feitas durante a visita no Jardim Botânico de Frankfurt. A brincadeira das instalações é surpreender o visitante em meio à vegetação. Deu certo, não?

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Light+Building 2012. impressões

Passado mais de um mês da última edição de Light+Building em Frankfurt, publico as minhas impressões.

O complexo da feira… TODOS os pavilhões tomados por expositores.

Este ano, mais do que novidades sensacionais em termos de inovação ou de design, a consolidação da tecnologia a LED dominou todos os stands.

Se nas edições passadas se tentava entender um pouco melhor o funcionamento do LED e o como mudar o modo de pensar para projetar as luminárias, a eficiência e a qualidade da emissão luminosa foi destaque em todas as empresas.

LÂMPADAS: 

No quesito tecnologia, Philips e Osram estão substituindo todos os tipos de lâmpadas para versões a LED, mantendo o mesmo soquete encontrado hoje no mercado. Isso facilita o público em geral em não precisar fazer uma troca forçada de todas as luminárias, por enquanto ainda em pequenos ambientes, residencial, hospitality ou retail. Vale lembrar que para alguns desses tipos – como lâmpadas com soquete GU5.3 ou G53, que substituiriam as lâmpadas halógenas dicróicas ou QR111, convêm pedir informações à fabricante da luminária em questão para saber se é possível instalar a nova lâmpada.

Stand da Osram, muita iluminação RGB!

Stand da Philips, como o da concorrente, apresentando o OLED entre os LEDs…

As lâmpadas a LED como alternativa para substituir as incandescentes e halógenas

LUMINÁRIAS TÉCNICAS:

Aqui vem parte do meu desapontamento da feira. Praticamente todas as empresas se concentraram tanto em entender e otimizar o LED, que acabaram esquecendo a evolução do design nas luminárias técnicas – outdoor, office e retail – e o resultado: luminárias IGUAIS, repetidas infinitamente nos pavilhões. A minha crítica maior é que uma das vantagens do LED, em ocupar menos espaço, foi totalmente esquecida. Considerando que quanto mais potente, maior o calor produzido (sim, LED também esquenta) e por isso maior deve ser a superfície de dissipação de calor, não vi grandes estudos sobre como resolver essa questão com um design inteligente. A “cara” das luminárias voltou aos anos 70.

o fechamento das luminárias técnicas utilizam a tecnologia dos primas para difundir melhor a luz sem ofuscar o usuário

iluminação com LED RGB

as diferentes temperaturas de cor do LED – do branco quente ao branco frio… qual vc prefere?

LUMINÁRIAS DECORATIVAS:

As principais fabricantes de luminárias decorativas lançaram poucos produtos originalmente novos. A eficiência energética tomou controle e muitas foram as versões a LED apresentadas. Interessante mas muito caro para o consumidor comum, já que essas versões consideram a troca total da luminária.

Merece destaque a luminária da Artemide IN-EI da sensação do momento no mundo fashion design: Issey Miyake. Por quê? Inteligência, praticidade, tecnologia, design e sustentabilidade colocadas juntas no mesmo objeto!

Inteligência: a sabedoria japonesa dos origamis aplicada na escala de uma luminária. Um módulo que se repete indistintamente com lógica, formando volumes espaciais.

Praticidade: partindo da idéia do origami, a luminária não é nada mais do que uma dobradura. O volume acaba se condensando em uma caixa alta 1cm.

Tecnologia: o material que remete ao papel de arroz e tem uma luz uniforme e difusa ao longo de todo o corpo não é nada mais que o estudo patenteado pelo designer de um material que tem o toque de um tecido, é um tipo de plástico resistente e impermeável, é lavável.

Design: origami, precisa dizer mais? Modernidade da tradição japonesa.

Sustentabilidade: o material plástico com o qual são desenvolvidas as luminárias provêm da reciclagem de garrafas PET. Ecologicamente correto.

Luminale 2012. contagem regressiva

Paralelamente à feira Light+Building, sobre a qual escrevi nos últimos dias neste post, há 5 edições, Frankfurt e região abriga o evento urbano Luminale.

São instalações luminosas encontradas em diversos pontos das cidades, na rua ou em edifícios históricos, abertos à visitação do público internacional que ali se encontra para a feira. Para facilitar, a prefeitura de Frankfurt am Main coloca à disposição linhas de ônibus que faz o circuito deste evento pela cidade. Como citei, não se trata só de Frankfurt, então para quem não tem carro, têm ônibus que levam os turistas às outras cidades participantes da Luminale. A curadora do evento, Helmut Bien espera cerca de 140.000 visitantes diretos e mais 3 milhões de visitantes ocasionais.

Vamos aos números: chegando à 6ª edição em paralelo ao Light+Building, este ano serão cerca de 170 instalações e intervenções luminosas, colocando a Luminale no patamar mais elevado dos festivais de design e arquitetura da Europa. 100 delas se encontrarão em Frankfurt, tendo o centro das atrações no Jardim Botânico Palmengarten. Outras cerca de 40 instalações poderão ser vistas em Offenbach, nas áreas de Heyne Fabrik, nos bancos do rio Main e no centro histórico Mainz.

A Zumtobel será patrocinadora de um “barco de luz”, uma instalação interativa ancorada próxima ao Städel Museum, criada pela Mainz University of Applied Sciences.

Claro a projeção digital nas fachadas mais importantes da cidade não deixarão de faltar. Próximo ao Senckenberg Natural History Museum, os visitantes poderão participar da instalação luminosa e sonora desenvolvida por Philipp Geist. As fachadas do Zeil-Galerie ao Sparda Bank, no Tower 185 e no Tishman Speyer terão inúmeras intervenções.

Na prática, a vantagem de patrocinar essas instalações faz com que se explore ao máximo toda a tecnologia do campo da iluminação. Controle e gestão da luz, sensores e softwares serão testados durante a feira. Dessa forma, no futuro todos estes sistemas poderão ser utilizados para favorecer a população a ter uma iluminação mais eficiente, seja em qualidade, seja em eficiência energética.

Em termos de “energia verde”, a atenção estará voltada para o OLED – Organic LEDs. Material que está sendo pesquisado nos últimos 5 anos e que deu o prêmio “Germain Future” ao Fraunhoffer Institute em 2011.

Uma das instalações previstas será Ovo, parceria belga do estúdio ACT Lighting design  e do escultor Odeaubois, como eles mesmos definem:

A sensory experience to live, in the heart of a luminous egg, symbol of birth, unity and perfection. An installation by ACT lighting design (lighting & scenography) and Odeaubois (sculpture). The purpose of OVO is to offer an art object, global and multi-sensory in scope, to which a dimension of a luminous event is added, provided by the plays of light and the visual and acoustic animations. The visitor is invited to walk on the water to reach the interior, as if to vanish into a metaphysical mist. The watery surface reflects the egg-like structure, the lighting, and also the silhouettes of the visitors which bring the surface to life by their passage. Seen from inside, the sense of intensity, of being drawn towards the sky, underlines the dynamism conveyed by the forms of the structure.

Para quem conseguir dar uma passada lá, ou estiver interessado no que o evento oferecerá este ano, no final de março foi divulgado o programa no site http://www.luminale.de.

abril. o mês da luz.

Uma feira que acontece a cada dois anos e este ano chega na sua sétima edição. Está se aproximando o momento de participar deste evento, cada vez mais consagrado, no que se refere a mostrar ao público toda a pesquisa e produção na iluminação mundial, eletrotécnica, gestão e controle da luz.

Estou falando da Light+Building, que acontece sempre em abril, frequência bienal, em Frankfurt Alemanha. Quem é da área sempre dá um jeito em aparecer para ver as tendências dos próximos anos.

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Na última edição que se realizou em 2010, a feira atraiu mais de 180.000 visitantes, sendo 43% dele do exterior. A atração que acaba fidelizando e ampliando o seu público, é o fato que dentro da feira você encontra praticamente tudo o que está ligado com a iluminação: luminárias de design das maiores e mais renomadas empresas do mundo, componentes luminotécnicos e acessórios.

Em 2010, a cidade de Frankfurt contou com eventos paralelos à manifestação: teve a premiação da segunda edição do Concurso de Idéias do AIDI – Associação Italiana de Iluminação – com parceria do Gruppo Cariboni, há mais de 100 anos atuando na área energética.
A iniciativa, voltada para o mundo universitário se destaca pela sua importância cultural e didática teve como vencedores Francesco Guastella e Saara Sofia Ingeborg Jaaniten com o produto “Twist”, desenvolvido para o âmbito urbano.

Além dos tradicionais nomes, já consolidados no mercado luminotécnico mundial como Axo Light, Artemide, Catellani&Smith, Flos, IGuzzini, algumas empresas se destacarams em 2010 que ganharam espaço na mídia. São elas:

Lucente – fabricante de luminárias para ambientes interno, a luminária de piso Semjase impressionou pela sua dimensão. Desenhada pelo Studio Santantonio. Com a estrutura em poliuretano expanso, se destaca pelo perfil delgado, remetendo às imagens”extraterrestres”. O arco acaba permitindo uma área mais ampla iluminada auxiliada pela orientabilidade da parte superior.

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O projetor Kalypso desenhado por Paolo De Lucchi, em versões suspensa, à parede e tipo plafond foi outro destaque da marca. A particularidade do produto é dada pelas bolhas escavas na parte superior da calota. A grande jogada é também o utilizo da tecnologia a LED, com baixo consumo de energia e por isso mais procurada.

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Sao, luminária fixada na parede ou teto e Style, com aplicação a suspensão ou parete, foram outros dois produtos muito comentados para o uso não só residencial mas também do setor Contract, Hoteleiro.

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Metalspot – outra empresa italiana que tem como lema o respeito pelo ambiente e a atenção ao detalhe e apresentou muitas propostas com LED. O modelo Epsilon, suspenso, tem como designer o famoso Karim Hashid. O diferencial é o material utilizado: espelho AntichMirror.

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Já a suspensão Tratto brinca com a leveza dos prismas luminosos.

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