Olafur Eliasson

Em homenagem a este grande artista que está expondo algumas obras em São Paulo neste mês, resolvi registrar aqui neste blog alguns de seus mais impressionantes trabalhos relacionados ao utilizo da luz na arte.

Eliasson, nascido em Copenhagen, estudou na Academias de Finas Artes da Dinamarca, trabalhou em Nova York, Colônia e em 1995 montou seu Studio em Berlim, que hoje conta com uma equipe de mais de 45 pessoas, entre elas arquitetos, engenheiros, escritores e filósosfos.

Eliasson também é professor da Universitat der Kunste Berlin, onde há um projeto paralelo muito interessante chamado Instituto de Experimentos Espaciais (Institut fur Raumexperimete), onde ali ele e seus alunos abrangem, vivenciam e experimentam de uma forma menos convencional e mais livre todas as formas de arte, relacionando estas sempre com o seu entorno, a cidade e a sociedade. Eliasson acredita que o modo como é o ensino hoje é muito limitante: “Uma educação alternativa deve oferecer ferramentas para a criatividade em proporções artísticas que tenham conseqüências para o mundo. Eu espero estabelecer uma escola de perguntas ao invés de respostas, de incertezas e dúvidas. E se mudanças cruciais acontecem em um nível microscópico, um sociedade inteira pode com o tempo mudar”, diz ele.

Esta é a essência da sua arte, utilizando elementos simples como a luz, vidro e água, ele cria experiências visuais e sensoriais decorrentes do nosso próprio cotidiano, das paisagens naturais que nos rodeiam, trazendo uma reflexão e outros pontos de vista sobre aspectos e momentos que nos deparamos muitas vezes, talvez até mais que uma vez no mesmo dia.

É nada mais que a poetização do relacionamento entre este ser complexo que é o ser humano com o espaço em que ele vive.

Algumas obras que acho interessantes:

Beauty: com o intuito de recriar paisagens e sensações do dia-a-dia para dentro dos museus, ele recria um arco-íris a partir de gotículas de água, deixe que ele mesmo te explique, veja:

Ele levou também cachoeiras que brotam de seus prédios e pontes em Nova York, com Waterfalls (foto) esta mostra também já esteve no Brasil em 1998.

 360 room for all colours: o visitante experimenta com intensidade o expectro de cada cor.

O incomparável The Weather Project, um pôr-do-sol dentro do Tate Modern, em Londres, que já passou por aqui neste blog em outro post!

Colour Spectrun Kaleidoscope:

I Only see things when they move, onde vidros com diversos filtros coloridos quando rotacionados criam este espaço dinâmico com a luz.

Quase Bricks, com espelhos em diversas posições ele cria uma parede caleidoscópica.

Your invisible House:

Colour square sphere:

Multiple Shadow house:

Mikroskop:

Harpa Reykjavik Concert Hall and Conference Centre:

Como o tempo é inseparável do espaço, é também a forma do conteúdo. Arte não é um exercício formal. Para mim, duração, espaço, forma, intenção e engajamento individual constituem uma complexidade na qual devemos articular e amplificar.” Olafur Eliasson.

*Imagens: http://www.moma.org/interactives/exhibitions/2008/olafureliasson/#/intro/                    http://www.olafureliasson.net/index.html

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