24 horas ligado

A evolução na História, da tecnologia, da cultura e como consequência da civilização, teve um salto enorme nos últimos dois séculos.

O estilo de vida, a sociedade e o comportamento dela mudou drasticamente. Um dos pontos marcantes obviamente foi a Revolução Industrial, principalmente a 2ª fase, onde a energia elétrica entrou com tudo.

Mas você já pensou que na verdade o grande fator da mudança foi a LUZ elétrica?

 

 

Com ela, a iluminação urbana se tornou mais acessível. O que antes era uma forma de mostrar a riqueza das pessoas (pois a iluminação urbana no início era dependente da iluminação privativa dos moradores e mais tarde a cargo do governo local) e a importância da cidade no contexto geral urbano, foi sendo desmistificado aos poucos. Afinal no início, a cera ou então o óleo (animal ou vegetal) que servia para “acender os lampiões” custava caro, tanto pelo material em si como também pela mão-de-obra de todo dia, ou melhor, noite, para acender e apagar as luminárias.

E com a iluminação urbana, as atividades fora de casa ganharam mais algumas horas… além de se tornar mais segura. Por isso que temos em mente que um lugar bem-iluminado automaticamente é mais seguro. No momento que você identifica as pessoas de longe, é obvio que intimida quem está querendo roubar o outro.

Mas a mudança crucial que ajudou a vida a ter o ritmo alucinante de hoje, foi a iluminação no trabalho.

Antes não eram todas as atividades que podiam continuar o seu ritmo com pouca luz. Para cada tipo de trabalho e a precisão – em termos de quantidade e qualidade de luz – que precisa ter para a sua execução, o horário útil se restringia muito. Na Europa, durante o inverno anoitece às 15, 16h, e não falo do Norte Europeu que tem somente 3h de sol no equinócio. Hoje por exemplo, em Milão, está anoitecendo as 17h… e ainda não começou o inverno.

Trabalhar até tarde da noite, ou até mesmo “virar a noite” é uma coisa normal entre nós. Mas só se tornou possível depois da iluminação elétrica se difundir e ser aperfeiçoada, principalmente depois de 1924 quando foi criada a fluorescente linear. Claro que durante a Segunda Guerra Mundial a produção foi interrompida na Europa, mas uma vez acabada a guerra, a tecnologia foi sendo cada vez mais aperfeiçoada.

Erroneamente ligamos a iluminação nos escritórios com os tubos de fluorescente linear enormes e com uma luz branca quase azul. Na verdade essa era uma característica que se encontrava até os anos 70. A cada nova geração da fluorescente linear ela é aperfeiçoada: produzir maior quantidade de luz com a mesma ou menor potência (aumento da eficiência energética), melhorar a reprodução de cores e a temperatura da cor branca. Em relação aos anos 30, uma fluorescente linear T5 de hoje corresponde a quase 4 das antigas.

Então, será a luz elétrica causadora do nosso ritmo de vida atual?

 

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  1. Pingback: A luz no trabalho. Ergonomia | na velocidade da luz

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