mas afinal, o que é a luz?

Muito bem, para bom entendendor meia palavra basta. Ou não!

No caso da iluminação, essa frase não se aplica pois até hoje não existe uma única teoria – física – que consegue ragrupar o fenômeno dela. Digamos que a dualidade sempre vai fazer parte desse contexto: luz e sombra, psicologia e técnica, e nada mais justo que a sua explicação também seja ambígua, não?

Sem querer ser entendiante, a luz tem 4 teorias!

1. Teoria Corpuscular – século XVII

Tudo bem que o primeiro a comentar sobre corpúsculos para explicar a luz solar e o calor era Lucrécio, entre outros, ainda no período dos gregos no séc. I a.C. Mas foi no século XVII que o famoso físico Newton propôs a teoria que trata a luz como sendo composta por inúmeras microscópicas partículas. Através dessa idéia ele conseguiu explicar a reflexão e o arco-íris primário e secundário.

2. Teoria da onda – século XVII

Dessa vez foi Huyges, que descreveu a luz como sendo ondas emitidas pela fonte de luz. Para cada cor existe um comprimento de onda diferenciado, e a união de todas as cores resulta na luz branca.

O engraçado é que Huyges era contrário à teoria de Newton. Mas como o primeiro era já famoso pela sua sabedoria científica, por séculos a Teoria da Onda foi desprezada, até Thomas Young no século XIX mostrar que tinha fundamento.

A imagem abaixo é o resumo da teoria. Considere que você tem um elemento opaco A com um furo apenas para a passagem da luz. O resultado visível em um plano opaco B seria a projeção do furo iluminada. Acontece que se no plano B existem outros dois furos não alinhados ao primeiro, a luz mesmo assim passa. Isso porque a luz pode ser concentrada em um ponto, mas não é direcionada. Ela repercute por todo o espaço em movimentos ondulatórios. E ao passar pelos furos S1 e S2, o plano C acaba sendo totalmente iluminado, porém com pontos de menor intensidade – onde as ondas de cada furo S1 e S2 se colidem.

3. Teoria eletromagnética – segunda metade do século XIX:

Mais um nome para ser decorado: Maxwell! Ele viu que a luz tem propriedades elétricas e magnéticas (ondas eletromagnéticas). Acaba sendo uma evolução da Teoria da Onda, restringindo-se à explicação da luz visível. Essa teoria é basicamente matemática.

4 – Teoria Quantística – 1905:

Ok, se você pensava que a matemática acabava na terceira teoria, foi um pequeno engano. Essa última reúne a Teoria Corpuscular do Newton, mas ao invés de explicar a luz como partículas, a luz vem definida como a composição de “pacotes de energia” ou fótons. A energia do fóton determina a cor. Quem contribuiu nessa parte foi ninguém menos que Einstein.

E no final de tudo isso você pode estar se perguntando: e daí?

Daí que é praticamente inacreditável que em 2011, depois de tantos séculos de evolução e descobertas, com os maiores nomes da História Científica no meio, exista alguma coisa não totalmente explicável, uma coisa que vimos e vivenciamos todos os dias, do momento que acordamos até o momento de ir dormir. Essa é a parte fascinante da luz, tão fascinante que nem a ciência consegue ser totalmente racional e defini-la com uma só teoria.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s